Pensando em mudar para 2 x 10, 1×11, 1×12?

Que tal a sua próxima bike ter o que há em state-of-the-art em transmissão?

Update: A SRAM tem, atualmente, disponível os grupos 1×12 NX Eagle (cassete 11-50) e o GX Eagle (cassete 10-50). A Shimano tem disponível em 1×12 o grupo XTR M9100, disponível com cassetes 10-45 e 10-51. Onde estará o limite?

2×10?

Claro, todos sabemos que o câmbio dianteiro é menos preciso. O seu acionamento sempre foi mais grosseiro (e isso se acentua mais ainda pois, negligenciado que é por não precisar de tantas mudanças, as montadoras acabam sempre colocando-o de uma linha inferior), longe da suavidade da passagem de marchas dos Shadow+ da vida.

Assim, anos atrás, surgiu o SRAM XX – sistema com duas coroas e dez catracas. Prontamente adotado pelas bikes tops, hoje é muito complicado, provavelmente impossível, você comprar uma bike de carbono com 3 coroas. Não existe.

Se é uma melhor opção, vai depender do ciclista. Tem muito trail biker bem preparado que jura jurava pela sua coroinha, e não larga largava 3 x 10 nem por decreto. Quem pedalou com 2 X 10, e tem pernas para isso, não quer ouvir falar de outra coisa.

O fato é que o 2×10 tem mesmo uma relação mais inteligente. Com os cruzamentos de marchas do 3×10 e mesmo do 3×9, as relações se repetem: uma combinação Coroa x catraca 32 x 16 rende exatametne o mesmo que uma 42 x 21 ou uma 22 x 11 (que não se usa por causa do cruzamento). Assim, no sistema 20v se tem 20 marchas utilizáveis contra 22 marchas utilizáveis do sistema 30v (seja por causa do cruzamento, seja por causa da correspondência citada acima). O acionamento do 2×10 é muito mais suave, e a troca de coroas, rapidíssima.

Ressalte-se que o sistema 2×10 (em comparação ao 3×10) não resulta da simples retirada de uma coroa. Enquanto uma pedivela de 3 coroas tem relação (em dentes), por exemplo, 44-32-22, um sistema de duas coroas pode ter, por exemplo uma coroa de 39-26 ou 42-28, e isso muda tudo.

E 1×11? 1×12?

Para muitos, no entanto, as duas coroas não são assim tããão necessárias. É nesse conceito, aliada à simplicidade – puxa, você só terá de trocar as catracas – que se baseiam as relações de coroa única. Menos um câmbio para regular, nada de cruzamento de marchas, um chainline mais homogêneno. Mas, e a versatilidade? Dá para dar um salto grande em potência derrubando uma coroa, em velocidade passando para uma grandona… bom, eles devem ter pensado nisso. Dúvidas? Se você tem um pouquinho de inglês, da uma olhada no papo a respeito entre Calvin & Ben, da Park Tool, no vídeo a seguir:

Screen Shot 2019-04-11 at 09.15.39
Observe a discrepância entre a coroa de 32T e a coroa de 50T. É uma relação para potência, para subir. Marchas de força (low gears) e muito giro.

O sistema – extremamente estável, mesmo com grandes impactos o câmbio não se mexe – tem um cassete monstro de 12V/10-50, 10-51… isso mesmo: a maior catraca é muito maior que o pratão, como chamamos a maior coroa, de todos pedivelas de MTB por aí – as maiores eram de 44T (44 teeth, ou 44 dentes). Existem montes de opções de coroas disponíveis (28-30-34-36-38)… o que é muitíssimo legal para quem vai correr numa pista conhecida e tem mecânicos para trocar a coroa e instalar a mais adequada ao traçado mas… e para o cara que vai fazer uma trilha exploratória? Rola? Bom, para o MTBiker recreativo, claro que sim. Para o competidor… ele saberá escolher a relação mais adequada, com certeza.

Atualizando o post, estou usando uma Cannondale Trail 4. 1×11, 11-42, SLX Shadow+. A geometria atualizada para uma 29″, com chainstay mais curto, mesa idem e guidon de 800mm – típico de uma trail – tornam ela uma bike muito especial. Mas o 1×11? É um sonho. Falta velocidade no plano, é verdade, mas é maravilhoso. E, para encarar uma serra gigante, talvez um cassete 11-46 ou 11-50 seja uma melhor escolha… mas, como eu disse acima, depende do que você vai subir… e das suas pernas :-D!

Anúncios

Os comentários estão encerrados.

WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: