Brasil Cycle Fair – Novidades

Em maio deste ano, quando buscava no Youtube material para complementação de um post sobre pneus, achei por acaso um vídeo muito elucidativo sobre o assunto.

Seguindo a política do blog, contactei o autor, antes de publicá-lo, e assim conheci – ainda não pessoalmente – o Educador Físico, Técnico e Triathlon e Blogueiro Rodrigo Langeani. Grata surpresa! Rodrigo é uma dessas almas especiais que de vez em quando a gente tem a sorte de encontrar na vida.

De lá para cá, o DLAC tem desenvolvido uma parceria informal com o Espírito Outdoor, blog dele, que esperemos que dure para sempre.

Para quem não sabe, aconteceu em São Paulo de 12 a 16 de outubro a Brasil Cycle Fair 2012, feira destinada a lojistas, que apresentou as últimas novidades no meio ciclístico. O DLAC não esteve presente, mas, olha só que legal: Rodrigo foi, e nos mandou o excelente artigo que publicamos a seguir:

Estive presente na Brasil Cycle Fair, a maior feira de Bicicletas da América Latina. A Feira que foi realizada em São Paulo de 14-16 de Outubro contou com a presença das principais marcas de bicicletas do mercado e apresentou algumas tendências para 2013.

A feira estava muito grande se comparada com a Expo Bike de 2012 (até então a maior feira de bicicletas da América Latina). Eu estive presente na feira em apenas 1 dia, e não consegui ver tudo o que eu gostaria, entretanto das coisas que vi, consegui identificar algumas tendências de mercado para 2013.

Tamanhos de Rodas

Na semana passada escrevi um post (Aro 26, 27,5 ou Aro 29?) e lancei o vídeo com o 3º Episódio da Escola de MTB, falando exatamente sobre o assunto.

Embora alguns ainda achem uma aposta, os diferentes tamanhos de roda vieram para ficar.

As aro 29 são uma realidade. Hoje mesmo os ciclistas iniciantes já buscam uma bicicleta com rodas maiores. Também pude perceber que a grande maioria dos lojistas buscava comprar bicicletas aro 29 para suas lojas (bicicletas e peças para aro 29 eram os itens mais procurados da feira).

Embora só cheguem ao mercado no final do ano, muitas marcas nacionais já oferecem opções paras as rodas no tamanho 650b (ou 27,5).

A Maxxis, representada no Brasil pela Calypso já comercializa pneus CrossMark no tamanho 27,5, e promete até o começo do ano que vem oferecer outros 3 modelos no tamanho.

A Vzan apresentou também seu modelo de quadro para rodas 27,5”, além de suas famosas rodas Everest.

A Proshock, por sua vez, anunciou uma versão do seu garfo Proshock One para as 27,5.

As rodas 27,5 surgiram para ser uma alternativa mais leve às rodas 29. Mas algumas marcas apostam no tamanho 27,5 para as bicicletas de Freeride e Maratona como é o caso da Scott Genius, que oferece uma versão da bike com rodas 27,5.

Bicicletas Infantis

Em alguns países (Alemanha, Bélgica e França) é proibido comercializar as rodinhas de aprendizagem, pois alega-se que além de perigosas elas não ensinam as crianças a andar de bike. Tanto é verdade que as rodinhas são oferecidas do aro 14 ao aro 20. Se elas realmente ensinassem as crianças andar de bicicleta, não haveria necessidade de usá-las numa aro 20, pois as crianças já aprenderiam a andar de bicicleta nas bicicletas menores, não é mesmo?

No lugar das rodinhas, são comercializadas as Push Bikes (bicicletas de empurrar no inglês), bicicletas sem pedais que permitem que a criança se locomova impulsionando a bicicleta com os pés apoiados no chão. Segundo os fabricantes, as push bikes, permitem que a criança primeiro aprenda a se equilibrar e a dirigir a bicicleta (fazer curvas, freiar…), para só depois aprender a pedalar, quando as habilidades básicas já estiverem dominadas.

Você acha que não dá para fazer nada nelas? Então olhe o Jackson e delire.

Na Brasil Cycle Fair havia várias marcas dessas bicicletas. Dentre todas pude acompanhar com detalhes a First Bike lider de vendas na Alemanha, comercializada no Brasil pela Sportix.

Público Feminino

Embora a grande maioria dos ciclistas no Brasil ainda seja composta pelo público masculino, o número de meninas que pedalam tem sido cada vez maior. E as principais marcas de bicicletas ofereciam equipamentos específicos para o público feminino.

Pude perceber modelos de bicicletas femininas oferecidas pela Trek, Scott e Specialized. Já em relação aos acessórios e roupas, muitas outras marcas ofereciam produtos específicos para as mulheres. Não só produtos com cores e motivos femininos, mas produtos especificamente projetados para a anatomia feminina.

Componentes

Apesar de não ser novidade, a Shimano deu muito destaque ao seu grupo eletrônico Di2.

Já para as MTBs, a história é outra. O esporte vive um momento de transformação e muitos começam a repensar sobre as suas relações de marcha.

Tanto a Shimano, quanto a SRAM, já haviam lançado no ano passado pedivelas com 2 coroas. Esse ano somente a SRAM apostou no formato 1×10 ou 1×11 lançado pedivelas e cambios específicos para essa configuração.

A Shimano ainda não oferece nenhuma opção de 1×10, pois acredita que esse não é o formato ideal para a grande maioria dos ciclistas. Entretanto, as relações 1×10 já são utilizadas pela grande maioria dos ciclistas de Elite do MTB, como é o caso do Rubinho Valeriano, que mesmo sem ter acesso ao novo grupo XX1, o lançamento 1×11 da SRAM (nas Olimpíadas de Londres apenas 5 atletas correram com esse grupo), ele com muita criatividade adaptou sua bike a relação 1×10.

Bikes Urbanas

O transito brasileiro, está cada vez pior, na maioria das cidades. E se por um lado o governo pouco se preocupa em criar infraestrutura para os ciclistas que utilizam a bike como meio de transporte, os fabricantes oferecem várias opções para aqueles que utilizam a bike como meio de transporte.

As opções oferecidas para esse público eram muitas: Bikes fixas, single speed, bikes de passeio. Mas, na minha opinião, o que mais chamou atenção para as bikes de transporte foi o grupo Shimano Nexus, um sistema de marchas interno, que permite que o ciclista tenha mudanças precisas com muito menos manutenção já que as marchas ficam dentro do cubo. Pude pedalar numa aro 29 equipada com um grupo nexus de 8 velocidades (o grupo é oferecdo em 3, 7 e 8 marchas) e fiquei impressionado com a precisão das mudanças e pelo visual clean do grupo. Apesar de não indicado pelo fabricante, acho que esse é um formato bacana para ser montado também numa mountain bike normal. A desvantagem do grupo fica por conta do preço, que é bem salgadinho!

Veja na Galeria as fotos da BCF 2012 – todas tiradas pelo Rodrigo!

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Publicado em 18/10/2012, em Novidades na mídia e marcado como . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Mais uma vez, obrigado pelo espaço, Paulo!
    Fiz uma foto mas esqueci de incluir no texto.
    Reparei que as bicicletas de cross-country tem vindo com guidões mais largos. Antes isso era característica das bikes de DH e Freeride, pois um guidão mais largo oferece mais controle. Hoje, a maioria das bikes tem vindo com guidões mais largos, pelo que pude medir e observar, guidões de 4-6cm mais largos.

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