Aros Vzan – Bom preço, ótima escolha

A Vzan é uma empresa genuinamente brasileira que produz componentes para ciclismo. Estabelecida há mais de 10 anos, quem conhece, sabe: seus produtos são confiáveis e de alta qualidade. E, melhor, de custo compatível com o nosso mercado, já tão sobrecarregado pelas altas taxas de impostos praticadas pelo governo.

Mais conhecida como uma fábrica de aros e rodas para road mountain bike, a Vzan entrou no mercado de quadros e componentes de alto rendimento em fibra de carbono (bar-ends, mesa [avanço de guidon] e guidons em carbono). Ainda não testamos nenhum desses lançamentos mais recentes, mas pela seriedade da empresa e qualidade nos seus produtos mais tradicionais acreditamos que podem ser uma boa opção.

O Quadro Eagle Carbon, para XC, possui peso nominal de 1450g.

Usei aros Vzan por mais de quatro anos, e posso atestar: nenhum deles quebrou, trincou ou empenou. Submetidos aos esforços constantes de trilhas não exploradas, o Extreme Vbrake e o Strike Disc testados tiveram nota 10/10.

O setup era simples: No Extreme Vbrake, raios inox genéricos e cubos Alivio. No Strike, Cubos Deore e os mesmíssimos raios inox genéricos.

Aqui vale uma consideração pessoal. No up do Extreme para o Strike cogitei a hipótese de colocar raios DT Swiss. Dá para economizar 100g nas duas rodas… mas um raio inox preto custa 1,00, e um DT Swiss Revolution, 7,50. Então, acho que pagar mais de 400,00 para tirar 100g não é um grande negócio.  Mesmo reconhecendo a grande qualidade do produto europeu, os inox genéricos tem funcionado bem para mim, então a escolha é mais uma questão de orçamento.

A Vzan fabrica, tanto para Vbrakes como para freios a discos, dois modelos de aros 26″ para Mountain Bike: Escape e Extreme, um modelo exclusivo para Vbrake, o Action, um exclusivo para freios a disco, o Strike Disc, e  um modelo para aro 29″ / discos, o Vnine.

Aros Vzan Mountain Bike
Fonte: Vzan.com.br

O Extreme Vbrake testado foi com parede dupla, 36 furos, furação com ilhós em aço inoxidável e tinha peso nominal [peso nominal = peso informado pelo fabricante] de 480g, o que permitiu rodas com peso final razoável – em torno de 2 kg (o par), com os raios inox genéricos e cubos Alívio (custo final, menos de R$ 300,00). A roda Shimano M505, por exemplo, tem peso nominal de 2.255g (o par), e preço em torno de R$ 500,00.

O Strike Disc testado foi também de parede dupla, 32 furos, furação com ilhós em aço inoxidável e tinha peso nominal de 415g, com peso final do par de rodas com cerca de  1.870g. Considerando o preço dos aros (R$ 80,00), raios (R$ 64,00) e cubos (R$ 220,00), e considerando uns R$ 20,00o de montagem, o par de rodas sai por menos de R$ 400,00. A título de (péssima, eu sei) comparação, o par de rodas DT Swiss Tricon 1550 (uma roda top de linha, por isso é uma péssima comparação) custa para mais de R$ 5.000,00, pesando 1.806g. Há muito mais o que se considerar em rodas do que o peso e o preço, mas o comparativo apenas enfatiza que se pode conseguir um bom par de rodas sem se gastar milhares de reais.

Há muito preconceito com a indústria nacional, que vem pesquisando, se aparelhando e fabricando produtos cada vez melhores. Exceto o fetiche de ostentar um adesivo de marca gringa no seu aro, se seu uso é o usual, não justifica que você não queira usar um nacional, se a performance é boa e o preço bem melhor.

Na nossa opinião, ponto para a Vzan. Recomendadíssimo!

[Este NÃO é um Publipost]

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Publicado em 12/09/2012, em Reviews e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 17 Comentários.

  1. Sempre dei e sempre darei preferência a produtos nacionais. Obviamente em se tratando de componentes para Bike a situação é mais complicada. Mas ja existem Quadros, Cubos, Aros, Suspensões e outros componentes “brasucas” de excelente qualidade que no geral não fical devendo aos produtos importados. Além de que na maioria dos casos são mais baratos e nem sempre preço elevado e “grife” significa qualidade.

  2. Everest, não tem melhor custo x benefício! A roda é muito boa.

  3. Fernando Evangelista Figueira Diniz

    Olá pessoal realmente a vzan não fica atraz de qualquer marca gringa, tanto no visual quanto na qualidade, é uma pena ainda não ter o devido reconhecimento aqui.

  4. É os aros da vzan são de qualidade! Tô pensando em colocar o Extreme e aposentar o escape.

  5. Sem duvidas a Vzan é uma ótima opção. Esses dias ví também as rodas Mob aro 29. Muito legais também por um bom preço.
    No mês que vem estou indo ao Brasil Cyclefair, acho que teremos muita coisa nova. Abraço e parabéns pelo trabalho!

  6. Matheus Missaglia

    Os atuais aros Strike pesam 415 gramas, enquanto os antigos cerca de 385. Porque o peso aumentou, sendo que os antigos já eram muito bons e resistentes?

    • Hmmm…. o que posso dizer, Matheus…? Talvez estejam deixando eles AINDA mais resistentes, já que não seria de supor que a Vzan estivesse usando mais material ou deixando os aros mais pesados à toa. Por outro lado, pode haver algo no processo de fabricação que cause isso. Uma falha, talvez? Só podemos especular.
      Prometo, no entanto, levar sua dúvida à Vzan e ver se eles dizem alguma coisa.
      O aumento, segundo meus cálculos, seria cerca de 8%. É alguma coisa, mas será que o processo de fabricação é tão uniforme a ponto de ter uma precisão de 30g num aro (o que significa, mais ou menos, o peso de 4 raios)?
      Esses pesos são nominais, fornecidos pela fábrica, ou você os pesou?

      • Matheus Missaglia

        Eu tenho um par de rodas montadas com os Strike antigos, e quando os comprei pesaram 378 e 380 gramas, respectivamente. Acredito que o processo de fabricação tenha mudado a fim de deixar os aros mais resistentes mesmo.
        Não que o aumento de peso de 60 gramas seja tão significativo assim, em minha opinião. Mas foi apenas uma curiosidade que me surgiu.
        E o peso de 415 gramas ainda é excelente. Claro que existem aros mais leves, mas quanto custa um ZTR ou DT Swiss, por exemplo..?
        Ao meu ver, no custo x benefício, o Strike é imbátivel!

        • Também acho, Matheus. De qualquer forma, entramos em contato com a Vzan hoje – vamos ver o que eles tem a dizer, né?
          Abração, obrigado pela colaboração!

        • A Vzan – de forma prestativa e eficiente, diga-se de passagem, respondeu ao nosso questionamento sobre o peso dos aros Strike. Abaixo, a resposta da Vzan, na integra:
          “Bom dia, primeiramente o nosso obrigado pela lembrança e consideração pela marca. Respondendo a sua dúvida: É que o novo aro Strike agora é produzido pelo sistema de pino que agrega um pouco de peso no produto, os aros com sistema de cunha ficou somente para as rodas montadas. O antigo Strike era produzido com cunha mas devido ao alto volume de produção fica inviável continuar com o processo. Grato”.

          • Matheus Missaglia

            Apenas uma adequação no processo produtivo então. Nada que desmereça a marca ou o produto.
            Continua sendo um excelente aro. Valeu!

  7. Leandro S. Lima

    Sempre usei o Escape Aero. Muito barato e resistente (para uso ‘normal’, não sei se suporta estripulias e pancadas muito fortes). Não entendo porque o pessoal gasta fortunas em rodas gringas, talvez por pura vaidade mesmo.

  8. Em se tratando de bike e performance, produtos nacionais sempre deram em decepção, até eu usar a Vzan Everest XC. comprei-a para treinos, pois tinha uma Crossmax para competir, Existe diferença de performance? Claro, mas tão absurda assim? Não. E convenhamos, a Mavic custa 3k e a Vzan 700 reais. E em peso nada que passa de 150g no par. Estou inclusive considerando a troca dos raios originais por DT revolution pra aliviar peso e torná-la minha roda oficial… Será que compensa? A roda já saiu da garantia mesmo…

  9. Tenho montados aros Vzan Strike. Eventualmente nas trilhas passamos por riachos mergulhando os aros na água. Na volta, ao lavar a bike, os aros também recebem uma ducha de água. Qual tua opinião sobre infiltração de água para o interior do aro?

    • Fala Zé Maria! Olhe, se houver infiltração é muito pouca, não chegando a comprometer nada, não.
      Se o pneu for com câmara, a fita de aro e a própria pressão da câmara contra o pneu impedirão (ou pelo menos dificultarão muito) a entrada de água no aro.
      Se for tubeless aí é que não vai entrar nada mesmo. Fique tranquilo quanto a isso.
      O problema quanto a entrada de água são os cubos – nestes deve-se evitar jatos fortes d’água de forma direta e, principalmente, evitar submergi-los.
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