Bem, não é só aqui.

Infelizmente, claro.

Ontem, quarta-feira, um ciclista de 28 anos morreu atropelado em Londres, no cruzamento das ruas Ruckholt Road e East Cross Road, por um ônibus que fazia o transporte oficial dos jogos olímpicos, a cerca de 300 metros do Parque Olímpico. O transporte foi interrompido temporariamente, e o motorista, de 60 anos, foi detido por suspeita de direção perigosa. Nem o ciclista (que não era atleta dos Jogos Olímpicos, segundo a organização) nem o motorista tiveram seus nomes divulgados.

Ciclista morre atropelado por ônibus em Londres.

Como no caso do ciclista paraibano Werner Rudolf, atropelado na semana passada, ele foi atingido numa curva, quando o motorista não conseguiu desviar. O ciclista ficou preso debaixo do ônibus e morreu no local, ao contrário de Werner, que foi socorrido e até as últimas notícias que tivemos se encontrava no hospital. Por sinal, Werner passou por uma cirurgia na madrugada do último sábado (dia 28/07), e a resposta tem sido positiva e bastante animadora no início desta manhã. Seu quadro clínico geral tem evoluído a cada dia (Com informações do www.revistafashionnews.com).

Lógico, não é porque aconteceu em Londres que a coisa atinge outra dimensão. Não é natural, não é aceitável. Pelo contrário: nos leva a pedir, solicitar, exigir segurança. No sentido de cobranças aos governantes. Na melhoria da estrutura viária, como um todo, e na implantação de ciclovias. Na punição exemplar a motoristas embriagados. Ao fim do jeitinho, onde o motorista visivelmente bêbado se recusa a soprar um bafômetro, paga seus mil reais e vai para casa. Na multa, de alto valor (atualmente é de R$550,00, mas eu acho que deveria ser 4 vezes maior. Quanto vale uma vida?) para quem não respeitar o ciclista – a velha lei do artigo 201, lembram? Carro— 1,5m—> bike.

Isso, seja em Londres, Paris, Blumenau, Curitiba ou Cabedelo, não pode ser banalizado. Aqui no Brasil estamos em época de eleições municipais: seu candidato tem alguma proposta para a melhoria da estrutura viária que contemple os ciclistas? Somos muitos, fazemos a diferença. Pensem nisso.

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Publicado em 02/08/2012, em Novidades na mídia, O que eu acho e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Clebson melo

    No dia em que nós, ciclistas, pararmos de comentar fatos desse tipo “somente nos meios ciclísticos” e fomos às ruas exigir segurança, respeito e melhorias, aí sim, eu acredito que algo concreto possa acontecer e que a mudança possa ocorrer. Até lá, serão apenas comentários ciclísticos, compartilhados e curtidos somente por um público seleto e restrito e que não vai atingir a quem deve ser atingido.

    • Bom… alguém tem que dar a notícia, né? Talvez ajude ao “público seleto e restrito” a se mobilizar, sei lá. A intenção é boa.
      Mas, eu sei, o inferno está cheio delas.

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