Trailer – 127 horas

Bem, eu gosto de aventura. Desde criancinha me metia no meio do mato, com meu pai – engenheiro por formação, biólogo autodidata – para observar orquídeas. Me acostumei a me virar, acampar, ver bichos, e o que me assusta mesmo é gente assustada com essas coisas.

Padeço de um excesso de cautela – nunca saio sem meu canivete suíço, um mapa, gps, um rádio… e sem dizer onde vou e quando volto. Tenho medo de altura, também, e isso compromete minhas aventuras – teve escalada, rapel? Estou fora. Mas vou gerenciar isso melhor.

Na última sexta-feira, por acaso, vi o trailer (que posto a seguir) desse maravilhoso reality-movie. A história você já deve conhecer: Aron Ralston, um aventureiro – bem mais preparado e descuidado de que eu – vai explorar um canyon, ocorre um acidente e ele fica preso, com o braço direito esmagado por uma pedra. Detalhe: ele não havia avisado ninguém onde ia, assim ele teria que se virar sozinho. Oops.

Depois de 127 horas – fazendo um auto-documentário sobre o perrengue – ele consegue finalmente se libertar – desnutrido, desidratado, e sem o braço. Veja a cena (real) onde ele, certo da morte, pede para quem encontrar a fita ficar com a filmadora e entregá-la a sua família.

O filme poderia ser bem mais pesado. É correto, sem exageros. O povo não assiste aí “Jogos Mortais” e acha uma delícia? Comparado com ele, 127 horas é a história de Bambi. Tem umas partes difíceis de assistir, claro, mas na minha opinião é um filme que quem gosta de se aventurar por aí tem que ver.

E saber que, quando sair, tem de dizer pra onde vai e quando volta. Se possível deixar um mapa do percurso, hehe.

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Publicado em 24/07/2012, em Vídeos e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Vi o filme logo quando saiu nas locadoras e gostei muito! Também vale a pena assistir aos extras do dvd. Valeu o post!

  2. Já passei por um perrengue com ferimentos fortes e aprendi a sempre avisar para onde vou, levar celular, avisar a família de tempos em tempos, pois se tivesse desacordado ou morrido no acidente as pessoas só iriam saber tempos depois. É a triste realidade. Aprendi a lição!
    Abraços.

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