SRAM/Rock Shox adota 27,5

Como esperado e previsto no post de 25 de março passado, a SRAM/Rock Shox acaba de se manifestar positivamente pela adoção da nova opção de tamanho de aros para mountain bike, o padrão 650B ou, para simplificar, 27,5″.

Medida intermediária entre as tradicionais 26″ e as novas e revolucionárias 29″, o ressurgimento (sim, porque como explicado no post passado, os aros 650B existem faz tempo) dos 27,5 vem sem uma explicação lógica ou convincente. Se por um lado dá mais opções ao ciclista, traz também muitas dúvidas – mal explicadas – a respeito de suas vantagens e desvantagens. A indústria a coloca como a melhor opção para bikes trail com curso entre 130-150mm. Vamos ver.


A SRAM não perdeu tempo e colocou as novas rodas e suspensões 650B no mercado.


O fato é que hoje pela manhã a SRAM e a Rock Shox publicaram no seu newsletter que já estarão disponíveis no mercado garfos e rodas no tamanho alternativo “como parte do esforço para oferecer aos ciclistas as melhores opções de rodas, garfos e equipamentos para todos os tamanhos de aros disponíveis”.

O gerente de produtos RockShox, Jeremias Boobar, , disse ao conceituado site BikeRadar que o crescente interesse de gerentes de produção acabou por colocar o aro  650B no centro das atenções e criou a necessidade de um rápido desenvolvimento de componentes para essa medida na SRAM. Segundo ele, “muitas das marcas europeias perdeu a onda inicial 29er, e eles estão prontos para entrar no mercado com as 650B”.

Eu acho que, como já foi comprovado à exaustão, inclusive em testes da própria Specialized, os aros 29 não traduzem aquele ganho extraordinário que a indústria quis fazer crer que eles teriam no seu lançamento, e a tendência é eles virarem opção para um tipo de biker e pedal específico. Aparentemente, então, as vantagens ou desvantagens, na mudança de 26 para 27,5, tendem a ser mínimas, o que não justificaria uma troca imediata de bike.


As novas rodas Rise 40 seguem o padrão 650B.


Assim, o 27,5″ – ou 650B, como queiram – será simplesmente o que a Rock Shox/SRAM diz que eles são: uma opção a mais. Mais dia, menos dia, deve surgir o aro 25 – intermediário entre o 26 e o 24, e o 32, quem sabe. Algumas dessas tentativas da indústria se transformarão em padrão, outras serão descontinuadas, como já aconteceu com o câmbio invertido, o Dual Control da Shimano e com as mesas com amortecedor, ao lado de tantas outras novas invenções. O que vai acontecer, o tempo dirá.


O avanço com amortecedor Softride, que não pegou.


Como era o Dual Control, que também não pegou:


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Publicado em 14/05/2012, em Lançamentos e marcado como , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 6 Comentários.

  1. Agora sim, acredito que é a melhor opção, pois ficaremos com uma bike agil e com um melhor rolamento sem necessidade de investir no quadro,a 27,5 é a melhor opção.

    • Oi Max! Você sabe, COM CERTEZA, se todos (ou pelo menos a maioria) dos quadros 26″ suportam aros 650B? Se suporta, por que o garfo tem de ser substituído? Creio que essa informação (que não disponho) é crucial neste assunto.

  2. Independendemente se o quadro suporta as rodas 650B, a geometria da bike será alterada pela maior altura do movimento central em relação ao sol. Então, os quadros também terão de ser redesenhados.

    • Entendo que a altura do central vai mudar em relação ao solo (0,75″ ou cerca de 19mm), mas isso alteraria tanto a geometria que comprometesse a eficiência do quadro?

  3. Acredito que a necessidade ou não da troca do amortecedor é devido ao espaço da barra transversal do amortecedor que pode ficar tocando na roda, mas se tiver folga suficiente (Cannondale) e o garfo traseiro permitir, eu só trocaria a roda e os pneus 27,5.

    Inclusive, já comecei a procurar um par de rodas leves 27,5 para experimentar na minha Scalpel.

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