27,5??? Agora, pronto!

E então? Pensou muito? Resolveu, mesmo que a sua próxima bike será uma 29er?

Mas é claro. O padrão é mais adequado. Disse Gary Fisher alguma vez, em algum lugar, que houvessem aros 29 à venda e ele teria usado-os como padrão desde o início.

Além disso, como todos sabem, vencida a inércia inicial, ninguém mais pega uma 29. Ótimo para nós, que vivemos de vencer corridas em estradões. Um teste da Specialized determinou que, em cada etapa do Cape Epic (6 horas de prova?) há um ganho de quase 7 minutos! Caraca! É imbatível, e fará uma enorme diferença para todos nós!

Porque comprar uma aro 26, com suas rodinhas mixurucas, que no máximo sobrem um pouco melhor e são um tantinho mais leves… não! A indústria testou, e determinou: 29 é o padrão do futuro! Além do mais, as aros 26 já estão quase fora do mercado, não é?  Os catálogos já tiraram muitos de seus modelos. As fábricas decidiram pelos consumidores.

Então é isso: 29 na cabeça! Mas, ops…

Eis que a indústria tem mais uma brilhante  idéia: e porque não um padrão intermediário? Vamos lançar as 27.5!

Não, não é brincadeira. Na verdade, nem é novidade. A Pirelli tem pneus 27,5 há anos, e as bikes mais antigas (Barra Circular, Barra Forte e outras) vinham equipadas com esses pneus (26+1 1/2=27,5). É um padrão extremamente popular na Europa, principalmente em bikes de cicloturismo.


Pneu Pirelli 27.5 (26 + 1,5)


Desde 2009 a Jamis testa seu modelo 650 (650B é o outro nome dos aros 27.5). Na Interbike 2011 o modelo foi reapresentado juntamente com a KHS XC 665 e está lá no site, para quem quiser ver, a HT SixFifty 606.





O argumento dos fabricantes chega a ser risível, de tão óbvio: o aro 650B tem menos resistência à rolagem que as 26 e pesa menos que as 29. E é?

Bom, mas que elas vão aparecer, isso é certo. A Rock Shox, Fox eDT Swiss já declararam estar trabalhando em modelos 650B. A Scott também está trabalhando num novo modelo de bike com esse padrão.


Olha a RS Revelation para aros 27.5!


E o rebuliço quem provocou foi mesmo a Scott. Não é que Nino Schurter, piloto da Scott-Swisspower, ganhou a 1ª etapa da Copa do Mundo de MTB 2012? A bordo de uma Scott (claro). E rodando com aros 650B? É bem verdade que a realidade de pilotos profissionais de nível mundial é muito diferente da realidade da maioria dos ciclistas mundo afora. Eles podem escolher tamanho de quadros, full ou HT, 2 ou 3 coroas, diferentes combinações de cassetes, dependendo do circuito em que vão correr. Então, não é parâmetro, mas chamou a atenção.



Agora, vamos à questão: vale a pena trocar a sua boa e velha 26 por uma 27.5? Não sei. Acho que a mudança é pouca, você não é Nino Schurter e, se for para mudar, acho que é melhor considerar a 29 mesmo. Se você achar para vender.

Além disso… bom, com um pneu 2.35, uma aro 26 quase chega lá.

Então, comentem aí. A discussão promete ser boa, só depende de vocês.

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Publicado em 25/03/2012, em 26, 27.5 e 29ers, O que eu acho e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 34 Comentários.

  1. Bom Dia!! Primeiro parabéns pela discussão critica e de opinião formada. Gosto desta característica no blog, direto ao ponto e com um ponto de vista formado.

    Mas vamos ao que interessa! Eu realmente fico embasbacado com a capacidade de apelos comerciais das grandes marcas de MTB. Um ciclista profissa lá no outro lado do planeta grita qualquer besteira, motivado pelo seu patrocinador, e isso vira regra de consumo e qualidade, gerando um verdadeiro alvoroço no mercado das bikes. A mudança de um aro 26 para 27,5 altera o rendimento de um ciclista amador, ou mesmo semi-profissional, tanto quanto a umidade relativa do ar. Sim, essa comparação é real: a umidade relativa do ar diferencia sua capacidade respiratória, gerando maior ou menor resistência e rendimento físico. E, fazendo-se os cálculos físicos e aplicando as regras da cinemática, a diferença de rendimento com esta mudança de aro é proporcional a mudança da umidade relativa do ar.
    Agora eu me pergunto: alguém já deixou de pedalar porque as condições do ar não eram ideais, ou melhor, alguém ja parou para saber qual a umidade relativa do ar antes de uma bela pedalada com os amigos??

    Então é isso. Se as 26 cumpriram seu papel até aqui, e com louvor, diga-se de passagem, não é somente por causa de alguns comerciais que nós bikers temos que nos vender ao mercado e fazer a vontade das grandes marcas, trocando desesperadamente de bike. Tenho certeza que se o mercado consumidor não se render ao poder da propaganda, logo, logo os fabricantes voltarão a produzir as 26 afirmando serem estas realmente as melhores.

    Abraço a todos e por favor reflitam bem antes de saírem trocando suas bikes por causa de 100g ou 30 milésimos de ganho.

    • Opa Júnior! Obrigado pelo elogio!
      O seu comentário é perfeito; sério candidato ao melhor já publicado. Achei tão bom que quase incorporo ele ao post como citação. Mas, em respeito às opiniões divergentes, deixei aqui mesmo. Quem discordar tem direito à réplica!

  2. Nilson Marques

    Pedalo, regularmente, há 56 anos. Não façamos do ciclismo o que a medicina faz pela nossa saúde…Tem época que o ovo representa um terrível colesterol…em outro momento passa a ser benéfico. Para quem pratica ciclismo em terrenos muito irregulares o aro 29 transmite menos vibrações… em contrapartida a de aro 26 é mais manobrável, mais leve, mais fácil de se transportar, o tombo é menor, etc. Quando o aro 26 foi lançado presenciei o rápido sepultamento das de aro 28. Acredito que essa jogada da 29 é puramente comercial ! ! !

    • Concordo, em parte, Nilson e Carlos Wesley. Em relação aos tombos… acho que as 3 polegadas farão pouca diferença nas lesões. O apelo comercial é evidente, e compreensível. A indústria vive disso! Resta-nos ser seletivos: a 29 pode, sim ser melhor que uma 26, em determinadas condições. Não acho que seja uma bike para todos, nem que todo ciclista tenha de trocar sua 26 por uma 29, mas para alguns pode ser uma boa escolha, sim. Eu vou ficando de 26 – até por falta de dinheiro, rs – mas, uma Flash Carbon Ultimate 29 viria bem para as provas de maratona… Porém, minha full 26 tem lugar cativo comigo. Dela não me desfaço, não. Acho bom ter opções.

  3. Carlos Wesley A. da Silva

    Estou de acordo. As bike de aro 29 tem um profundo apelo comercial. Não pq eu tenha duas bike 26, mas principalmente pelos adjetivos já postados em bem analisados. É uma questão de princípio, fidelidade e bom senso que, somando-se, remete-nos a ter uma visão mais holística destas “ondas” que de há muito vem surgindo. Ainda não me convenci para tais mudanças. Não sou ortodoxo à ponto de ficar de fora dessa discussão, mas até agora nada mudou minha visão.

  4. Bom galera. Estava lendo e estudando mais sobre aros 26, 27.5 e 29er e vi comentários que cabem rodas 27.5 sem adaptaçoes em bikes para aros 26. Montarei um par de rodas 27.5 e tirarei conclusoes em prática. Vamos ver no que da.

  5. Antonio Junior

    Prometo acirrar ainda mais a fervorosa discussão em torno das 26″, 29″ e, agora, as 27,5″ (ou 650b)! Vamos lá. Lembra de quando fomos pequenos… Nossos pais compraram a bike para o nosso ‘misero’ tamanho… Daí fomos crescendo, crescendo, e consequentemente o tamanho da bike também nos acompanhou… Tive aquela monaretinha pequenina, que nem me lembro o nome (serrei a garupinha dela). Depois tive a monareta mesmo, daquela que dobrava no meio (quebrou e eu soldei… ficou torta, fazendo 2 rastros). Fui crescendo e, então, peguei uma aro 24 (acho que se chamava alguma coisa com “light”)… Depois tive uma Barra Circular (650b) e as atuais Mountain Bikes (naquela época, de ferro e rígida)… Hoje, do alto de meus 1,86m de altura, sinto que uma 26″ ficou um tanto pequena pra mim, mesmo no quadro 20″ ou 21″… Em contrapartida, me sinto confortável ao comando de uma 29″… E, olha que experimentei desde a 20″, 19″ e, até, uma tamanho 18″, que foi a que melhor me encaixei! Então, é isso… Acho que as 29 devem ser usadas por pessoas de média/alta estatura, pois se sentirão melhor ‘vestidos’ nas rodonas! Por outro lado, pessoas de baixa estatura (salvo as exceções, claro), não se dão bem com elas. Já vi ciclista bom (daqueles que giram muito) migrando para as 29 e, depois de um tempo, desistiu dela, pois não conseguia desenvolver tão bem como numa 26″. Acho que é por aí!

    • Pessoal, vocês não sabem como fico feliz com esses depoimentos (por sinal, Antônio, muito bem escrito! Valeu!)… Os comentários são o melhor feedback pra nós, blogueiros… Então comentem, dêem sua opinião, concordem, discordem! É isso que a gente quer!

  6. Antonio Junior

    Obs.: Ainda vou ter o capricho de comprar 2 rodas 650b da VZan (mais em conta), montá-las e tentar adaptá-las num quadro 26″ e depois num 29″… Só pra ver sobre as peculiaridades de cada uma (?!)

  7. Acredito que as 29er´s são mais uma opção para a escolha e adaptação de cada um, independente da altura, vai mais da forma que cada um pedala. Eu tenho 1,72 e ando de 29er, já tive 26 e sempre achei que me faltava algo na bike, hoje com a 29 sinto que a minha pedalada rende bem mais.

  8. Minha opinião vai exatamente ao encontro da de Willian.
    Também tenho 1,72, estou com 29 anos e pedalo desde criança, tenho uma mtb aro 26 a bons anos e, para o uso que eu dava à ela, a mesma supria muito bem minhas necessidades. Porém comecei a correr provas regionais de maratona e sentia que nas descidas mais rápidas parecia estar sobre uma BMX aro 20. Modéstia a parte, não sou um campeão, mas minha pedalada é forte. Como precisava de uma bike mais atualizada para participar das competições, comprei uma 29er (SPZ Hardrock) de preço popular porém de qualidade, não porque precisava desesperadamente de uma 29er, mas porque precisava de uma bike nova e acreditei que o rodão tiraria o efeito BMX. Foi o que aconteceu, o resultado foi tão bom que quando a “vaca deu um engoradada” troquei a baleia branca (assim chamava a hardrock rs) por uma Scott Aspect Tour 29 er (geometria perfeita para mim) e fui fazendo vários Up’s nela até ficar com o peso e performance que eu gostaria.
    Porém, resolvi atualmente meter a fuça em provas de Cross Country, e simplesmente não rendi nada de 29 er ao lado de pessoas que andam de 26 ao meu lado nas provas de maratona e no cross me deixaram comendo poeira. Percebi que no cross uma 29er só rende para quem gira muito mas mantém a força (no maratona também, mas em proporções diferentes), em outra prova, fui de 26, e pra minha surpresa, o rendimento piorou. Porque o tamanho é ruim? Não, porque minha pedalada é característica das rodas grandes. Então aí entra o “novo” tamanho, estou montando com aros Vzan Escape 260 e pneus Levorin Cidade-campo, um set de rodas 650b de baixo custo para uso somente no Cross Country, e tenho convicção que este tamanho vai suprir minhas necessidades.
    Na minha opinião, é claro que os fabricantes lançam seus produtos com a idéia de lucrar, porém acredito que, tendo fundamento técnico, o “novo” pode nos ajudar a melhorar. Comprar uma tendência nova só por ser nova ou moda é um equivoco, mas se tiver fundamento na sua experiência ciclística porque não experimentar e talvez evoluir?
    Por exemplo, pesquisei bastante sobre freios, e cheguei a conclusão de que não precisava de hidráulicos, os por cabo me serviam bem. Então não gastei baldes de dinheiro em freios novos só porque eram novos. Acho que não existem tamanhos de roda melhores ou piores, acho que isso vai de cada um.
    Ps: Sei que o tópico é antigo, mas não podia deixar de dar minha contribuição.
    Parabéns pelo site!

  9. Gostaria de saber o peso do quadro Aspect Tour 29er da Scott.

    • Wilson, infelizmente não temos como dar esta informação. Peso de quadro é coisa complicada, tem que ter e pesar, pois dificilmente as fábricas divulgam essa informação.
      De qualquer forma, você teria que informar o tamanho pretendido.

  10. Marcos Fraresso

    tem um outro aspecto que me preocupa nessa história, a desvalorização das 26. Tenho uma excelente bike 26 de valor considerável e não tinha a intenção de comprar uma 29, mas caiu a ficha de que se demorar muito para trocar o preço dela vai estar lá baixo , já que os grandes fabricantes já pararam de fabricar as 26 forçando o mercado com as rodonas. O que acham.

    • Sinceridade, Marcos? Na nossa opinião, por mais que tentem, as “grandes fábricas” não conseguirão acabar com as 26″. O motivo é simples: não é todo mundo que se adaptaria às 29. Por outro lado, o que a gente acha é que a retirada das 26 de catálogo é uma ação de marketing para tentar forçar a migração. Particularmente acreditamos que depois de um certo tempo elas voltarão aos catálogos. Seria um stand by.
      29ers não são melhores ou piores que 26ers: são bikes diferentes. O ideal, para quem compete ou busca performance, é ter as duas e usar uma ou outra dependendo da prova. Para o ciclista ocasional, a diferença é pouca.
      Também não achamos que o valor de uma mtb 26 usada vá cair tanto por causa disso.
      Eu, por exemplo, para o que faço, não troco a minha camber 26 por um balaio de 29ers.
      Curta a nossa FanPage e fique ligado nas novidades, ok? http://www.facebook.com/pages/Da-Lama-ao-Caos/333903203299235. Abraços!

  11. Marcos Fraresso

    Pois é, tenho uma Fuji SLM de carbono que penso seria uma pena estar valendo pó quando a quiser vender daqui um tempo.

  12. Frederico Sales

    Bom dia! Ando de bike desde a infância e passei por vários estilos e modelos de Bike. Também já pensei que a estatura do indivíduo deveria ser relativamente proporcional a bike, mas como podemos ver o Rubens Valeriano(Rubinho R1) não tem mais que 1,70 de altura e comanda uma 29er com mesa declinada e suspensão de 80mm, e se sai muito bem nas provas realizadas. Mas, se tratando dele atleta profissional a conversa muda. Eu sendo atleta amador nunca me decepcionei com a 26, me adaptei e não pretendo desfazer dela jamais, pois curto bastante circuitos com subidas fortes e cross-country. Mas acho q a 29er seria sim uma boa opção para maratonas ou pra quem procura passeios. Então o correto na minha opinião é ter as duas e ser bom nelas, assim poderá utiliza-las nos devidos terrenos. Não posso falar, pois ainda não experimentei, mas tenho certeza que a 27,5 fará o serviço de ambas trazendo uma boa performance ao atleta q procura diversos tipos de provas.
    Obs: Não importa o tamanho da bike… Isso vai de cada um, desde que treine, poderá se sair bem em qualquer etapa se estiver apto a exercer tal função.

    • Oi Fred! É isso mesmo. Embora para ciclistas muito pequenos o fit possa ficar mais complicado numa 29er, é perfeitamente possível. Também concordamos que, dependendo do terreno e estilo do biker, a 26 ou 29 pode ser uma melhor opção – então, claro, o ideal é ter duas. É como a questão da relação: 3 x 10, 2 x 10 e até 1 x 10 podem ser a relação perfeita (com diversos tamanhos de coroas a escolher) em diferentes situações, dependendo do terreno e estilo da prova; só que isso não está disponível para a maioria de nós, mortais.
      Eu, particularmente, teria uma full para AM e uma 29er (ou 27,5, também ainda não experimentei as 650B) para XC.
      Mas, ainda concordando com você, nada disso importa se o sujeito não estiver com o motor em dia, isto é, as pernas e o coração.
      Grande abraço, valeu pela opinião.

  13. Recentemente montei minha 29er, consegui unir o bolso ao peso e performance q acredito q vá me satisfazer. Eu tinha uma 26 usada, 24 marchas, foi meu test-drive, foi muito bom, no começo após alguns pedais vc começa a achar q precisa trocar de bike, mas com o tempo e investimento no condicionamento físico, comecei a superar caras até então mais fortes q eu e com bikes infinitamente superiores… pois bem, o motor q gira os pedais vale mais q a bike, isso eu aprendi pedalando. Hoje optei pelas 29er pelo meu estilo e gosto, curto demais pedais longos, 100, 150, 170km… e sofria demais nas descidas irregulares, meus braços pediam trégua, culpa tb da minha suspa limitadíssima, as subidas sempre foram minha paixão, vencer uma subida daquelas que a maioria desce e empurra é extasiante. A opção pelas 29er veio desses incômodos que eu sentia, minha dúvida sempre foi perder rendimento nas subidas, mas como melhorei as pernas, fiz uma subida forte e curta pra teste, foi excelente, subi só no sapatinho… kkkkk
    Em resumo, se eu pudesse teria uma 26 full top, mas a 29er intermediária que montei vai me atender confortavelmente. Questão de bolso e estilo, um dia ainda terei uma Stumpjumper FSR, mas até lá tenho certeza que a 29 vai dar conta do recado…

  14. Dauro Fernandes

    Eu já tinha cantado essa bola bem antes no Orkut, veja e confira:

    [copiado do Orkut da Shimano para facilitar a compreensão]

    Anônimo – 14/08/2009

    “Eu sou dos antigos, como disse o Kiko… tinha a minha caloi 10 ”transformer”.

    Mas vendo isso de um ponto de vista bem ”amador” mesmo , acho uma grande frescura tudo isso e um grande golpe de marketing das grandes fábricas em ”inventar” uma rodagem diferente e aí então todas as bikes top’s de linha aro 26 são ”out”, fora de linha, ultrapassadas.

    É mais ”fashion” ter uma de aro 29, imagina como será meu desempenho numa bike dessas , andarei muito mais…

    … E, num belo domingo de verão, um executivo da Shimano fala para o colega da Sram: ”É, as 29 já não tão vendendo mais como antes, vamos criar a bike aro 27,5 e dizer que associa a velocidade da 29 com a agilidade da 26, será um sucesso! ”

    E assim é que funciona no nosso mercado capitalista e consumista. E começa tudo de novo, a sua bike 29 com 3 longos de uso estará ultrapassada, guarda isso que eu tô falando antes de me detonarem…”

  15. Tche… eu não vejo novidade alguma ,a não ser que eu seja um cara sem noção e não sei fazer conta… mas a bicicleta HIBRIDA , Aro 700 não é a mesma roda 27.5 polegadas ?
    Isso não é novidade… eu tenho uma Caloi Hibrida que comprei Usada a 10 anos atras e uma Merida Big.nine 29 , estava pensando em vender a Hibrida . mas não vale nada apesar de ser um Otimo conjunto e otima Bike para andar , os pneu kenda 700×35 são otimo para andar no asfalto e no saibro, . Acho que vou ficar com ela porque daqui a pouco vai ser a Bike do momento hehehehe.

  16. Boa tarde a todos os amantes de uma boa pedalada. Estou à procura de um quadro 29 leve, pretendo montar uma bike sem frescura, nao gosto de ficar passando marchas, uma catraca de tamanho legal e pedalar, vamos ver se consigo chegar aos 10kgs. Abraços e obrigado pelos altos toques…
    Adriano

  17. Luiz A. Oliveira

    Gostei dos comentários, mas ainda tenho dúvidas: li que as 29 tem melhor performance nas trilhas porem leva algumas desvantagens nas subidas.

    • Hmmmm… É isso mesmo. Tem mais rolagem. A inércia é maior, mas uma vez em movimento exige menor esforço para manter a velocidade. Além disso, passa mais fácil por obstáculos por causa das rodas maiores. Isso a faz boa opção para longos estradões, circuitos velozes, maratonas ou MTB “de asfalto”. Mas, na nossa opinião, é pior em single tracks e percursos mais travados, com mais paradas e retomadas de velocidade. É necessariamente mais pesada (que uma 26″ equivalente) e, opinião nossa também, um pouco menos ágil.

  18. Tudo isso que falaram é verdade. Apelo marqueteiro da indústria, funciona melhor para isso e aquilo, para ciclistas assim e assado…mas…. a grande sacanagem da história é tirarem completamente as 26 do cenário.
    E quem não quer trocar de bike? E quem juntou grana um tempão pra comprar A bike e agora A bike custa muito mais só prq é aro tal? Estou querendo trocar as rodas da minha bike mas tá difícil. Suspensão só acha as mais simples ou as muito tops, encalhadas há algum tempo.
    O mesmo acontece com câmbios. 20,21,24,27,30 … fui trocar a relação da bike e só ouvia “põe logo 20V” ou “com 30V vc vai ver a diferença que é”… mas ninguém me perguntou como estava meu pedivela, ou qual a Km…

    Tá difícil…..

  19. A indústria pode até tentar empurrar outro tipo de equipamento, mas muitos se esquecem que a palavra final é do consumidor. Se ele não gostar, não vende, e o produto some do mercado.
    Eu ainda não testei as 27.5″ mas terei a chance de testá-las agora no segundo semestre de 2013. Mas do pouco que eu ví, acho que esse novo tamanho pode ser uma ótima opção para os atletas de XC.
    Aqui na minha região, não temos grandes subidas, mas temos muita areia. Nesse caso, acho que as 29 continuam sendo a melhor opção pra cá.
    Mas para as provas de XC, ou trilhas mais técnicas…..
    O que eu acho certo, é que certamente nossas próximas bicicletas não serão no aro 26.
    Apenas minha humilde opinião!

    • Faz todo sentido, Rodrigo!
      Também acho o mesmo. Gostaria de testar uma 27.5 também.
      Acho que as 29ers pode ser excelentes para provas longas ou Cicloturismo.
      As 27.5 podem ser uma opção mais versátil.
      Para o ciclista casual, porém, talvez até ainda exista mercado para as velhas 26.
      Por sinal, vi hoje que, depois de decretar a morte e jogar a pá de cal em cima das 26, a Specialized lançou (re-lançou?) a Hardrock 2013… Aro 26!

  20. Gostei muito dos comentários que li, visto que cada um tem seu conceito formado. Mas não desconsiderando ninguém, cada bike tem sua especificidade: vendo as bicicletas 26, 29, 27,5, acho que o publico-alvo são pessoas que buscam novidades e os lançamentos de mercado. Particularmente, até pouco tempo minha bike era uma Scott Aspect 20, agora migrei para uma Spix Deore Vzan, e confesso que gostei da ergometria dela pois proporcionou-me conforto, desenvolvimento e velocidade. Assim, hoje pedalo um pouco mais longe. Para cada ciclista assim como as aro 26 também as 29ers tem um tamanho de quadro ideal: minha altura é 1,72, uso quadro 17″, sabendo que o ideal seria um 18″. No entanto optei pelo menor para ter mais firmeza e a bicicleta estar mais no meu controle e poder fazer mais força, obtendo dela melhor resposta. Concluindo, gostei do resultado e estou satisfeito, as 27,5″ são melhores na subida e o conforto no plano fica comparado às 29.

  21. Eu estou muito satisfeito com minha aro 26″. Pedalo desde criança e faço mountain bike desde 1994. Já sei exatamente qual a geometria ideal para mim e não quero trocar a bike por uma de aro maior. Porém eu vejo que o mercado não me respeita e tenta empurrar aquilo que não quero. Eu já decidi: vou continuar com minha aro 26″ enquanto houver peças que me atendam e se pararem de fabricar eu vou pensar bastante se continuo no mountain bike ou migro para as estradeiras. Não sou de valorizar quem não me respeita e prefiro parar de pedalar mtb a fazer algo que não quero.

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