SRAM Grip Shift 2012

Para quem não conhece, a SRAM é uma concorrente direta da Shimano. Fundada nos Estados Unidos, em 1987, a SRAM, com o passar dos anos, adquiriu uma série de outras empresas fabricantes de componentes de bike de excelente qualidade e reputação, como a RockShox (garfos e shocks), Avid (freios), Truvativ (canotes, guidons e mesas) entre outras.

Em 1988, um ano depois de criada, a SRAM lançou trocadores com a tecnologia Grip Shift (também chamada de Twist Shift), que consistia em trocadores de marchas que funcionavam rotacionando uma parte da manopla, similar a um acelerador de moto, inicialmente para road bikes, mas logo utilizado em mountain bikes.



Press release do GripShift, em 1990


À época, os trocadores Rapidfire não estavam tão desenvolvidos quanto hoje, e o Grip Shift conseguiu conquistar seu espaço.

O Grip Shift, preciso dizer, é um tipo de trocador que nunca usei, nem nunca simpatizei. Isso porque há similares de baixíssima qualidade (de outras marcas, obviamente), que equipam bikes de baixo custo, e que quem experimenta uma vez, na loja, desiste na hora. Realmente gosto dos Rapidfires Shimano, e não pretendo trocá-los, mas pretendo testar Grip Shifters em breve.

Preciso ser honesto, no entanto, e dizer que quem usa o GS Sram, ama. Não conheço ninguém que tenha usado e visto defeitos neles. A troca de marchas é mais suave, você troca muitas marchas de cada vez, é mais preciso. A linha X0 é a top da Sram para transmissões de 27 ou 30V, e a XX para 20V.



Grip Shift X0




Grip Shift XX


Com o surgimento dos câmbios de 10V a SRAM não havia, ainda, lançado Grip Shifts compatíveis, e esse é o grande lançamento da SRAM para 2012, quando a empresa completa 25 anos. Os GS 10V já estão sendo testados na pista desde 2011: em setembro passado Jaroslav Kulhavy testou pela primeira vez os protótipos de trocadores BlackBox Grip Shift em Champery, Suíça. Uma semana mais tarde, usando esses mesmos trocadores – ainda protótipos – ele ganhou o XC World Championship.

É estranho, eu sei, postar um “review” de algo que nunca se testou. Mas veja o vídeo a seguir: se serve para ele porquê não serviria para nós?




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Publicado em 08/03/2012, em Reviews e marcado como , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Hoje uso Rapid Fire Deore, mas no passado (1999, 00 e 01) usei o Grip… É bom, mas como você mesmo disse tem que ser da SRAM. Se não for irá passar raiva, talvez tenha uma ou duas exceções. A montadoras de bikes de passeio (para não falar “Caroço”) usam marcas e tipos extremamente desconfortáveis, duros e sem precisão. Que bom que estão voltando…

    Outro item que voltou e que eu adorei foi o sistema de Rapid Fire Dual da Shimano (que atualmente uso) onde vc pode empurrar com o polegar o botão que, usualmente, iria empurrar com o indicador, porém em sentido contrário. Parece pouca diferença começo, mas na trilha você faz menos movimentos com o dedo indicador e acaba ganhando eficiência…

    Belo post,

    Paulo

    • Oi Paulo! Obrigado pelo elogio! O sistema da Shimano no qual se pode tanto usar os dedos na maneira convencional (polegar/indicador) ou só o polegar chama-se Rapid Fire Plus (e não Dual). Digo isso para não confundir com o Dual Control, tentativa frustrada e descontinuada da Shimano em usar o manete de freio também para passar as marchas – algo similar aos STI das Road Bikes. O Rapid Fire Plus é similar ao sistema da SRAM, com a diferença que nos Trigger Shifters da SRAM você usa apenas o polegar. Particularmente, embora use o RF Plus da Shimano, sempre o uso da maneira convencional (Polegar/indicador).

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