Review do leitor – Da Bomb Target

Para quem não conhece, a Da Bomb é uma marca de origem Taiwanesa, fundada em 1998 por Mr. Danny, um visionário e grande conhecedor dos processos de fabricação de componentes de bicicleta. Com produtos de excelente qualidade voltados principalmente para Downhill, Freeride, Urban e Dirt Jump. De uns anos para cá, a marca passou a investir no  All Mountain e Cross Country, com ótimos quadros, componentes e um preço razoável. Além dos quadros, a Da Bomb conta com mesas, guidões, caixas de direção, manoplas, pedais, canotes, selins, aros, cubos, adaptadores e outros acessórios exclusivos. O distribuidor Da Bomb no Brasil é a Scitex, e a marca, pelo design arrojado e confiabilidade tem sido muito bem aceita, principalmente no sul do país.

Eu mesmo posso falar dos quadros Da Bomb, pois tive dois deles, voltados para XC: o Tora Bora XC, primeiro quadro HT para cross-country da marca, e o seu sucessor, o Rapid. Ambos se mostraram excelentes: lindo design, ótima pintura e grafismos, geometria muito confortável, robustos e com peso razoável.

Agora um amigo leitor, o Sérgio Sampaio, de Uberlândia (MG), adquiriu o Da Bomb Target, um quadro full voltado para Trail e All Mountain, e gentilmente nos passou as impressões dele, que transcrevo a seguir. A bike – que ficou linda – terminou com custo ótimo, já que o quadro tem bom preço e o garfo ele comprou usado no eBay.



A DB Target montada


Fiz hoje, a estréia da nova bike. Bem… ela está com o setup de 125mm na frente e 127mm atrás.
Usei o shox com 130psi e canote bem elevado deixando minha posição de pedal bem confortável. Fiz um percurso de 49km, com metade do percurso em asfalto e restante na terra.
Experimentei pedalar com o shox destravado na posição com retorno mais rápido ou seja, a 1ª posição da alavanca. Foi um pedal tranquilo sem que o efeito bob prejudicasse meu desempenho. Claro, pedalando sentado. Fizemos uma descida pela estrada de chão com bastante cascalho e chão bem recortado pelas enxurradas. Para quem é da região e conhece a trilha, ela se chama “Trilha do Marimbondo”. Descemos por mais de 1Km e pegamos um single track pela esquerda que entra pela mata na reserva do “Pau Furado” (região que está proibida o pedal e motocross pelo IEF). Entramos em um novo single track que a turma não conhecia e esta foi criada pelos motoqueiros. Imagina descer um morro encravado na mata com muita valeta (formada pela passagem continua das motos)e recheada de pedras que vão se soltando conforme vão passando. Beleza né? Freio nem adianta, o negócio é soltar a bike e em determinados trechos freiar e meter os pés no chão pra ajudar. Muita curva com barro e pedra até chegarmos novamente a estrada. Depois de alguns minutos chegamos ao final da descida e começamos a subida do morro que sai no cruzeiro(Já no Asfalto para o retorno).



Mais uma da Target


Deixei as duas suspensões destravadas e fazendo o seu trabalho de leitura. Pegamos um single track fora da estrada para cortar um pouco de subida (Caminho para mim desconhecido) e a suspensão dianteira foi engolindo o chão e pedras pequenas que estavam no meio. Concluí a primeira subida com tranquilidade sem precisar me esforçar para frente para não deixar a bike empinar. Detalhe: mudei o guidão para rise com 64cm e mesa com 80mm com pequena angulação para cima. Senti muita segurança com o guidão um pouco mais largo, coisa que não sentia com o flat de 58cm. Detalhe: durante a descida eu estava embalado e fui ultrapassar um colega pela esquerda e quando vi estava de frente com uma valeta de mais ou menos uns 40cm de largura com a testa bem acentuada. Bastou forçar a bike um pouco para baixo e puxar para cima que o pulo foi sensacional. Coisa que só uma full pode fazer… O famoso “efeito mola”, hehehe…

Pegamos o asfalto e acabamos de subir por 20km passando pelo bairro Morumbi até o centro da cidade. Cheguei de boa, junto com a moçada e tirando sarro naqueles que são anti-full. O trabalho do quadro é muito macio, deixando a pedalada bem confortável sem prejudicar a performance. Dei uma pedalada em pé na bike com o shox travado e é como uma bike rígida, fora o peso é claro(3,1 Kg).



Detalhe do shock e link


Uma observação: Durante a descida do single track no morro. O comportamento da bike foi de total controle mantendo a roda traseira no chão e garantindo o equilíbrio durante a descida. Ao amigo que disse que é melhor manter o curso do quadro menor que o da suspensão dianteira para a bike não arremessar o piloto para frente, eu creio que testei ela hoje com os cursos bem próximos e o shox com 2mm a mais que a frente e correu tudo bem e em momento nenhum houve o arremesso. Mesmo passando por lombadas e estando em pé na bike.

O Garfo:

A Fox Vanilla é uma RLC com 125mm do ano de 2003, comprada pelo Ebay no escuro. Achei ela e marretei 180 dólares mais frete. Ficou por +ou- 500,00 reais na minha casa. Desmontei ela  e estava totalmente nova por dentro. Troquei os retentores e o óleo das canelas. Todas a regulagens funcionam 100% (Rebound, Compressão, Trava, Pré-Load). Ela deve estar pesando uns 1700 a 1800 grs. O bom dela é que ela possui dois calços internos em cada canela (um com 2,0cm e outro com 2,5 cm). Com isso você pode deixar ela com 80mm, 100mm ou 125mm.



Fox Vanilla


Então é isso. O que o Sérgio falou das full é a verdade pura: nunca uma HT dará tanta segurança numa descida. A roda traseira cola no chão, e a diversão é procurar o pior caminho, mesmo…


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Publicado em 27/02/2012, em Reviews e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Comentários desativados em Review do leitor – Da Bomb Target.

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