Giant Anthem 29er e o Cape Epic

A Giant , em 2011, entre outros títulos, faturou o Campeonato Mundial de Downhill, com Danny Hart no comando. Mas a empresa não dormiu sobre os louros, como se diz, e contratou um time de peso para sua equipe de offroad 2012: XC, Marathon, Freeride e Downhill estão todas com excelentes profissionais, como Andrew Neethling, Liam Kileen, Carl Decker e o australiano Josh Carlson, além da americana Kelli Emmett, que foi a segunda colocada geral na All Mountain World Championship.



Da esquerda para a direita, Danny Hart, Josh Carlson, Kelli Emmett, Liam Kileen, Carl Decker e Andrew Neethling


Porque a Giant sabe muito bem que precisa de um marketing forte para poder fazer frente a gigantes (desculpem o trocadilho, não resisti, hehe) como Cannondale, Specialized, Trek e Merida. E como ter um marketing melhor do que por a imprensa para correr para você?

Pois a empresa está patrocinando dois jornalistas, James Heraty e Tobias Mews, para correr a prova dos sonhos de qualquer mountain biker: o Cape Epic, onde a partir de 25 de março 600 equipes – 1200 competidores, portanto -. vão percorrer 781 km em 8 dias. Com 15000 metros de subidas acumuladas. Algo como 10 horas diárias de selim, no terreno seco e quente da Africa do Sul.

Como o próprio James disse, ele não é um profissional do ciclismo, portanto não espere análises técnicas, como algo sobre a rigidez da bike, ou como a geometria afeta a performance. As impressões dele, muito interessantes e que reproduzo a seguir, são comparações entre uma 29″ e a sua bike anterior, uma 26″. Numa tradução livre, aí vai o que James Heraty achou da sua Giant Anthem 29″.

A eficiência é a chave para terminar o Cape Epic e todos os dias é um longo dia no selim. Assim, como a mesma quantidade de pedal me leva mais longe em uma 29er, esta tem que ser a roda de escolha. A suspensão é fundamental para proporcionar uma condução mais suave sobre o terreno e ajudar a manter nossos músculos descansados por mais tempo. Precisamos de uma bike fácil de pilotar para evitar o cansaço de lutar para seguir o caminho certo.

Na minha primeira trilha, levei a Giant até Dartmoor, com muito de terreno rochoso disponível, o que irá reproduzir as condições que deveremos encontrar na África do Sul.



O terreno rochoso de Dartmoor


Downhill – o pedal começou com uma descida muito longa e rochosa e às vezes técnica para o fundo do vale. A sensação de solidez da frente me deixava a colocar a bike onde eu queria. Embora o terreno estivesse meio úmido, eu estava inspirado a ir mais rápido, cheio de confiança com a segurança que a bike demonstrava, e a bike praticamente não derrapava no terreno rochoso. Em seções com pedras maiores e saltos, as rodas maiores me faziam sentir que eu poderia manter meu ritmo e aproveitar a velocidade total. Como eu já participei de uma série de corridas Individuais de 24h, já sei que a chave para completar uma prova como essa é manter-se pedalando e não ficar parando e recomeçando todo o tempo, e o canote de altura ajustável remotamente (por um botão no guidon) me ajudou bastante a isso.

Uphill – Na sequência de uma breve seção de asfalto, surgiu uma subida de pedras soltas, com o cume visto à distância. As rodas grandes ajudaram a aumentar a minha confiança para atacar a subida e evitar perder qualquer ritmo, mantendo o meu ritmo cardíaco. As rodas pareciam estar cavando o caminho até o topo.



James Heraty e sua Anthem 29er


Sobre a relação – Tenho uma experiência muito limitada com a relação da Anthem 29er – uma 2 X 10. Na minha outra bike eu fico quase todo o tempo na coroa do meio, então achava que não devia ser nada muito diferente. Eu achei que podia manter minhas pernas girando o tempo todo, com mudanças rápidas de marchas e sem dores musculares. A transmissão funciona de forma suave e silenciosa, silenciosa MESMO, devido à falta de clics na roda livre.

Conclusão – Após ter pedalado a mesma rota na semana anterior na minha 26″ pude ter um parâmetro de comparação e dar um feedback consistente sobre a bike. Ao fim de uma semana eu ainda me sentia cheio de energia e desapontado porque a trilha tinha acabado. Tenho toda a confiança que tenho a bike perfeita para a Cape Epic, que começa em 25 de março, onde vamos saltar a bordo da Anthem X 29er durante 8 dias seguidos. Todas as bikes têm a sua própria personalidade e merecem ter um nome também. Assim, depois da minha primeira trilha eu a chamei de BFG (Big Friendly Giant). A busca terminou, eu encontrei a arma perfeita para assumir o formidável Absa Cape Epic”.

Na minha opinião, nada como a opinião de um ciclista “comum” (bem, se ele vai fazer o Cape Epic, não é tão comum assim, mas vá lá) para sentirmos com honestidade o que esperar de uma bike. Assim, a Anthem 29er é uma bike que vale a pena ser experimentada. Quem sabe ela não é a arma perfeita para você também.

 


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Publicado em 21/02/2012, em 26, 27.5 e 29ers, Reviews, Ultramaratonas e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Comentários desativados em Giant Anthem 29er e o Cape Epic.

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