Pedal urbano? Mas como?

Pois é né… é uma maneira fácil de visualizar, entre outros benefícios, a economia de espaço em estacionamento – que é um problemão hoje nas cidades. Acho legal o conceito de bike urbana, mas também penso que existem muitos complicadores (a maioria contornável, é claro) atualmente. A loucura do trânsito (quem se atreve a dizer que, andando de carro, já não é inseguro?), a falta de ciclovias, o sol inclemente aqui no nordeste (chegar no trabalho todo suado?) e a chuva… Penso que precisamos, antes de adotar a bike como o excelente meio de transporte que é, ter mais fiscalização (e punição) para motoristas irresponsáveis, que os governantes criem vergonha e ciclovias, que no trabalho e escolas tenhamos bicicletários, chuveiros e armários, enfim, que se crie uma cultura da bike urbana no Brasil, como já existe em vários países.

Quantas bikes cabem na vaga de um carro?

Aqui, motocicleta e bicicleta é veículo de pobre ou porra-louca, e como vimos recentemente na internet, até “formadores de opinião”, como uma conhecida jornalista, ridicularizam os usuários, seja por desconhecimento ou ignorância. Não é só nosso papel mudar esse pensamento, é uma coisa conjuntural, e eu acho que, infelizmente, vai levar tempo.

Em geral, as ciclovias brasileiras são assim...

Essa está em melhor estado, mas é difícil pedalar sem bater o braço com o ciclista que vem no outro sentido.

Em Copenhague é beeeem melhor...

Mas há luz no fim do túnel. Com um meta de 62 km de ciclovias, a cidade de Aracaju, em Sergipe, será a cidade com a maior extensão de ciclovia, levando em consideração a proporção do número de habitantes pela extensão de pista construída.

Mapa cicloviário de Aracaju - SE

Travessia de rodovia em ciclofaixa em Aracaju

Nessa dá para pedalar com segurança.

Então… é por aí, né?

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Publicado em 15/02/2012, em O que eu acho e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Rodrigo Araújo

    Muito legal, não sabia que Aracaju era tão desenvolvida assim. Pior é que tem apenas 580 mil habitantes, Natal tem 810 mil e não chega nem perto…

  2. Então… não é uma Copenhagen, mas está indo no caminho certo. Por outro lado, quanto menor a cidade, mais fácil a solução. Por isso é que Natal, antes de se transformar numa megalópole, deve começar a pensar mais seriamente no trânsito, com soluções de médio prazo e mais globais. Talvez chamar um especialista em trânsito para analisar o(s) problema(s) de forma global, e criar soluções para o momento presente, para os próximos 20 e para os próximos 50 anos. Fechar retorno e colocar semáforo, sem falar na “Operação Tapa-Buraco” (cujo próprio nome já atesta a incapacidade de fazer algo que preste), são paliativos que não resolvem nada.

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