Full Suspensions

Cada vez mais comuns nas trilhas, as bikes full suspension (com amortecimento em ambas as rodas) vieram para ficar. Adequadas a trilhas longas e com muitos obstáculos, apenas atletas profissionais preferem, independente da condição, as HTs (Hardtails – bikes sem suspensão traseira, ou seja, somente com suspensão dianteira) às full.

No Cape Epic, prova de maratona na Africa do Sul com mais de 700km e considerada por muitos uma das mais duras provas de mountain bike, a maioria dos atletas de elite corre com Hts.



Isso tem uma razão. Até os dias atuais, e caso o orçamento não seja um problema, Hts sempre serão mais leves que fulls. Existe ainda uma perda de energia, ainda que ínfima, pelo trabalho da suspensão traseira, por mais perfeita que ela seja. Ainda assim, alguns atletas preferem, em provas de maratona (mais de 100 km), o conforto das fulls, que os ajuda a completar as etapas mais “inteiros”, e assim, ter melhor performance.

No entanto, para o ciclista não-profissional, pode ficar complicado fazer o que está no vídeo a seguir com uma HT. A full de fato facilita manobras mais radicais, porque a roda traseira permanece mais tempo em contato com o solo, dando aderência e aumentando assim o controle sobre a bike.



Mas aqui não estamos tratando dos pros. A Elite tem orçamento ilimitado, a preocupação com gramas é uma constante e segundo perdidos podem significar o pódio ou não. Para esses atletas, como dizia Ayrton Senna, “o segundo é o primeiro entre os perdedores”.



Se, no entanto, você está mais preocupado em chegar, cumprir o seu objetivo pessoal, ter menos dores na coluna e no traseiro, e se seu orçamento permitir, continue a ler e entenda mais sobre o universo full.

A anatomia de uma Full Suspension
Primeiramente, vamos entender a anatomia de uma full suspension. Como o quadro de uma bicicleta pode ser dividido em dois triângulos opostos pela base, que numa HT estão unidos, numa full suspension podemos dividi-lo em triângulo anterior e triangulo posterior, ou balança. A balança é articulada ao triângulo anterior por meio de pivots.


O triângulo anterior, em laranja O triângulo posterior ou Balança, em verde


As partes da suspensão traseira (na balança) Observe que, dependendo do projeto, existirá OU o Horst Link (nas bikes com suspensão FSR) OU o Faux Bar Pivot.


Os pivots, que são a chave do funcionamento de uma suspensão traseira, variam em localização e número, existindo alguns tipos básicos de suspensão, que foram aperfeiçoados com o tempo, e dos quais derivam a maioria das full suspensions de hoje.

O curso

O “curso” de uma suspensão é a distância que a balança terá para se movimentar, no sentido vertical. O curso é função, obviamente, do modelo de shock escolhido e também do design do conjunto quadro + balança.

De uma forma geral, quanto maior o curso, mais apta a bike estará a pedalar em piores condições, ou seja, em terrenos mais difíceis e irregulares.


O Curso (Travel) de uma suspensão traseira


Tipicamente, as bikes full projetadas para XC ou XCM (Cross-Country, Cross-Country Marathon) possuem curso até 100 mm. Para além disso, para um uso de AM (All Mountain), o curso pode variar de 120 a 150mm. Bikes destinadas a Dirt Jumping, Freeride e Downhill, que prevêem um uso mais agressivo, necessitam de um curso de 200mm a mais.

O que faz uma suspensão traseira ser ruim

Existe um problemas básico num sistema de suspensão traseira, que se revelou desde as primeiras tentativas, no início dos anos 90, o bobbing.

O bobbing (ou bob) é o movimento repetido de afundamento da suspensão (também pode ocorrer na suspensão dianteira, quando pedalamos em pé numa subida, por exemplo) como reação a cada pedalada.

Assim, o bob é consequência do chain reaction, resultado da famigerada 3ª Lei de Newton, ou lei da ação e reação, que pode transformar rapidamente uma bike full mal projetada num autêntico pula-pula.

Mas não é só o chain reaction que causa o bob. O movimento de pedalar, principalmente em bikes que usam o URT (veja mais embaixo) também causa, de forma importante, o fenômeno.

Além disso, é desejável eliminar o movimento de compressão da suspensão durante a frenagem, e isso também está sendo tentado, como veremos mais à frente.

Por isso, o maior objetivo das full suspensions atuais é reduzir ao mínimo esses fenômenos, que absorvem a energia da pedalada, tornando o sistema bem menos eficiente.

Outros pontos a considerar, num projeto de uma full, são:

A durabilidade e suavidade do trabalho dos pivôs (ponto de articulação junto ao quadro da bike), que é fundamental para o bom funcionamento de todo o sistema. O menor movimento no pivô vai chegar amplificado na roda traseira. O pivô deve ter um movimento o mais suave possível, sem atritos, para que o sistema trabalhe perfeitamente. As boas full suspension possuem rolamentos nos pontos de articulação.

A flexão sofrida na balança traseira de uma bike full suspension também pode ser o seu Calcanhar de Aquiles. Uma boa balança traseira deve ser flexível o bastante para não quebrar e nem estressar o quadro, mas sem gerar flexão exagerada, para que se desperdice o mínimo possível da energia produzida pelo ciclista” (trecho reproduzido de www.radicalbike.com.br).

Os principais sistemas de links
Existem dois tipos básicos de links que, com aperfeiçoamentos e derivações, continuam a ser utilizados hoje em dia. São o DW-Link e o Four Bar Link.

O sistema de suspensão DW-Link, chamado também de Split Pivot, desenvolvido pelo engenheiro mecânico Dave Weagle, foi projetado para equilibrar os efeitos da aceleração e das forças de frenagem, a fim de melhorar a tração e eficiência. Ele usa uma força cinemática chamada de “sensível à posição anti-squat”. Quando um veículo acelera a suspensão reage (tipicamente na forma de compressão de suspensão) a um fenômeno chamado transferência de carga. A posição sensível anti-squat do DW-Link compensa a transferência de carga para trás que acontece durante a aceleração do veículo . Esse atributo único é matematicamente comprovado para reduzir as perdas de eficiência, melhorando a tração, e se devidamente projetado, ajudará a minimizar o bob perceptível, quando comparado com outros métodos. A Giant Anthem (que usa o sistema Maestro) usa esse sistema. A Kona Hei Hei Supreme e a Trek Fuel usam sistemas derivados (com modificações peculiares a cada marca) desse tipo de link, combinando o DW-Link com o Four-Bar e mesmo com o Faux Bar (caso da Kona, e como veremos mais na frente, da Scott Spark 2012). O Sitema utilizado na Trek, derivado do DW-Link, chama-se, comercialmente, ABP (Active Breaking Pivot), e é considerado um tremendo aperfeiçoamento do DW-Link.


Giant Maestro


Trek Fuel Link


Kona Hei Hei Supreme


Trek Fuel



O sistema de suspensão Four Bar é desenvolvido a partir de um princípio homônimo da engenharia mecânica, que define um Four Bar Link como uma estrutura planar de quatro barras, interligadas com juntas que lhes conferem um certo grau de liberdade. Esse sistema é utilizado em muitos tipos de suspensão, ou como base para outros tipos. O sistema de Horst Link, por exemplo, possui um pivot por trás do movimento central, um pivot montado em cada um dos chain stays em frente à gancheira (este sendo o pivot “Horst link”), e um na parte superior dos chain stays que conecta o shock ao seat tube.


Specialized Horst Link


O sistema de Horst link provou ser popular desde sua estréia, tornando-se um padrão para projetos suspensão traseira criando um modelo de “suspensão ativa”. A Specialized comprou várias patentes de Horst Leitner and Karl Nicolai (desenvolvedores do sistema em 1993) em maio de 1998, e outros fabricantes, como KHS e Fuji, agora se utilizam do projeto de ligação Horst link, chamado agora de suspensão FSR (Future Shock Rear), sob licença da Specialized. O sistema resulta numa melhor leitura do terreno, onde as rodas mantém contato com o solo, prevenindo o bob e o chain reaction durante a aceleração e frenagem, o que o torna bastante eficiente. O sistema FSR tenta manter a suspensão num estado intermediário entre compressão e absorção na maior parte do tempo. Porém, o sistema de HL tem problemas de compressão da suspensão durante a frenagem mais forte, porque o caliper do freio traseiro está instalado no seat stay.

Specialized StumpJumper FSR


Quadro Specialized FSR (Horst Link)


A Scott desenvolveu uma suspensão usando o sistema Four Bar link, com um link perto da gancheira chamado Faux-bar (esse tipo de link já era conhecido), onde um pivô na frente da gancheira permite um arco mais complexo no caminho do eixo traseiro, enquanto a suspensão trabalha. Devido a problemas de patentes (da Specialized) com Horst Link, alguns fabricantes, como a Kona e a Scott, escolheram este projeto visualmente semelhante – daí o nome popular “Faux-bar” (barra falsa). O efeito é similar.

Scott Spark 2012


Scott Spark 2012 – A SS/2012 usa um sistema de links baseado no sistema Four Bar. O link na frente da gancheira, muito semelhante ao Horst Link, mas posicionado nos seat stays ao invés dos chains stays, é chamado Faux Bar (barra falsa).


Faux Bar


Pivots na Scott Spark


Diferentemento do sistema FSR, o pivot no Seat tube está localizado acima do shock

As fulls de baixo custo

Tecnologias de links à parte, um dado fundamental que podemos analisar em bikes full de forma a determinar facilmente a sua maior ou menor qualidade, além do sistema de links, é o posicionamento do movimento central em relação ao pivot inferior. veja a seguir imagens de três bikes full de baixo custo.

Suspensão traseira URT


Suspensão traseira URT


Suspensão traseira URT


Analisando a posição do link inferior da balança, podemos ver uma coisa em comum nas três: o movimento central está localizado na balança, e não no triângulo anterior. Esse tipo de link, chamado de URT (Unified Rear Triangle) transmite todo o movimento da pedalada para a balança. Isso porque, o movimento do pedal, no sentido horário, é na mesma direção da compressão da suspensão, criando assim o movimento pendular chamado bob.

A justificativa da adoção do URT era que o comprimento fixo da distância entre o movimento central e cubo traseiro eliminaria o chain reaction (o que é um fato) eliminando o bob (o que não acontece, muito pelo contrário). Por outro lado, tecnologias de relação como o Dyna Sys da Shimano diminuem consideravelmente o chain reaction, não importa o tipo de balança utilizada.

Parece um detalhe bobo, mas não é: não existe bike full que honre o seu nome que tenha o movimento central localizado na balança. Esta foi a primeira modificação introduzida nas bikes full suspensions quando se procurou eliminar o bob, que nesse tipo de link é algo insuportável.

Este é o principal motivo porque não recomendamos bikes full de baixo custo. Além dos componentes de baixa qualidade (câmbios, trocadores, garfo) e da péssima qualidade do shock, que invariavelmente terá pouco curso, o bob existente resultará uma bike extremamente ineficiente. Dá para pedalar, mas definitivamente não é uma mountain bike. Fuja delas.

Aperfeiçoando o sistema
Com o intuito de eliminar completamente o bobbing e a interferência na frenagem, além de adaptar o comportamento da bike às imperfeições do terreno (com ou mesmo sem a interferência do usuário), sistemas auxiliares foram surgindo. A Specialized desenvolveu o Brain, a Trek a DRCV, a Fox (fábrica de shocks que também trabalhou no desenvolvimento do Brain e do DRCV) desenvolveu o Propedal, usado na Kona e nas Giant Maestro, entre outras, e a Cannondale, o DYAD RT2 DUAL SHOCK.


Specialized Brain


Specialized Brain (cortado)


Trek DRCV Shock


DYAD RT2 Dual Shock


Enquanto o Brain é controlado por uma válvula inercial situada perto da gancheira (externa ao shock) que “sente” as imperfeições do terreno, travando e destravando (ou aumentando ou diminuindo a compressão) automaticamente, o sistema Propedal e o DRCV integram as câmaras positiva e negativa dos shocks de forma semelhante: a primeira câmara, com menor volume de ar, absorve os menores impactos e, com a piora do terreno, a válvula se abre e segunda câmara entra em ação, absorvendo tudo o que vier pela frente.

O Sistema da Cannondale DYAD RT2 DUAL SHOCK, por sua vez, utiliza dois shocks, um para terrenos com menos imperfeições e outro, com maior curso, para terrenos realmente difíceis. Mas, ao contrário dos sistemas propedal, DRCV ou Brain, exigem a interação do ciclista, por meio de controles instalados no guidon.

Trabalhando também nesse sentido, a Scott desenvolveu um sistema de travas remotas, também acionadas pelo ciclista, chamado Twinlock, que permite travar totalmente as duas suspensões, transformando a bike numa rígida.



O sistema Zero Pivot da Cannondale, vale a pena falar nele, eliminou pivots, substituindo-os por tubos flexíveis de carbono. É algo meio revolucionário, e a própria C’dale explica a tecnologia como “não sendo tão doida quanto parece”. Segundo a empresa, que usa o sistema na Scalpel Team, sua full top de linha, sua suspensão traseira atinge 80mm de curso (suficiente para XC, mas não para AM) sem pivots, buchas ou rolamentos, devido às especificações e dimensionamento dos tubos de carbono da balança. Em termos de manutenção, é uma maravilha. Em termos de eficiência… bem, dá para não confiar na Cannondale?


Cannondale Zero Pivot System - 80mm de curso sem pivots, buchas ou rolamentos.


Cannondale Scalpel Zero Pivot


Apresentamos a seguir algumas imagens dos principais sistemas de links e vídeos para que você possa se decidir por qual sistema usar.










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Publicado em 16/10/2011, em Conheça sua Bike e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 38 Comentários.

  1. Considerando-se uma full com trava na suspensão traseira; se eu acioná-la, qual o ganho percentual ou, de outra forma, quanto de energia eu perco com a suspensão ativada. O que gostaria de saber e se a perda é da ordem de 3, 5, 10% entende. Pois todos falam de desperdício de energia com o bob, mas nunca encontrei um artivo que quantificasse isso. Se você puder ajudar?… Desde já agradeço. [comentário transferido do Blogspot – 09/01/2012]

  2. Da Lama ao Caos

    Pelegrins: Não tenho como responder essa pergunta – acho que ninguém tem. O bob depende de inúmeros fatores, principalmente do tipo do link, shock, condições de terreno e estilo de pedalada. Por outro lado, acho que essa é uma questão acadêmica. Simplificando, se você precisa de preciosos segundos para conseguir um lugar no pódio, isso fará diferença; se, por outro lado, você pedala por prazer, a diferença de performance pode ser considerada desprezível. [comentário transferido do Blogspot – 09/01/2012]

  3. Da Lama ao Caos

    (isso, obviamente, considerando que a full tenha um mínimo de qualidade). Um bom link com shock Propedal ou equipado com Brain virtualmente eliminam o bob. Claro, competidores de ponta tem outras considerações a fazer além do desperdício de energia pelo bob, como o peso e a geometria da bike, por exemplo. Então, para um determinado grupo de ciclistas, mesmo que o desperdício de energia chegue a zero (o que seria o caso de uma full com shock e grafo travados), uma HT ainda é melhor opção. Ah, e obrigado por prestigiar o blog! Valeu![comentário transferido do Blogspot – 09/01/2012]

  4. Alexandrino Malta

    Paulinho, primeiramente meus parabéns pelo blog, realmente foi uma aula, principalmente no assunto “efeito Bob”. Adquiri uma Giant Trance X4 e gostaria de saber se fiz uma boa escolha. Sou iniciante, mas sempre adorei andar de bike ! Abraço! [comentário transferido do Blogspot – 10/12/2011]

  5. Da Lama ao Caos

    Oi Alexandrino! Avalio que você fez uma boa escolha sim. A Giant é frequentemente negligenciada em detrimento de marcas como Specialized, Trek e Cannondale, mas é uma das maiores – senão a maior – fábrica de bikes do mundo (que, inclusive, fabrica quadros apra a Trek e outras). Aliado a um excelente controle de qualidade e um ótimo departamento de pesquisa e desenvolvimento, uma Giant sempre é uma bike primorosa. A Trance X4 usa a suspensão Maestro – um aperfeiçoamento do DW-Link, e é considerada muito eficiente. O único problema deste tipo de suspensão é que os pivos do seat tube (dois) exigem material extra por causa do grande stress nesse ponto do quadro, levando a um peso maior, e por isso a Trance não é muito levinha (mas a Giant diz que é o quadro é o mais leve para trail bike de alumínio que ela já fez). Em termos estéticos, eu, particularmente, prefiro o modelo 2010, porque acho mais bonito o top tube curvo, mas o modelo 2011/12 é um pouco mais leve (exatamente por ter o tt reto). [comentário transferido do Blogspot – 10/12/2011]

  6. Olá Paulinho! Amigo, travei! Gostaria que, se possível, voce analizasse uma informação que encontrei que ao que me parece contraria sua opinião sobre o sistema URT, veja: “O sistema conhecido como Balança Traseiro Unificada, ou simplesmente URT (Unified Rear Triangle) faz relativo sucesso no freeride e no downhill. Basicamente, esse sistema isola o efeito da suspensão sobre a pedalada. A caixa do movimento central fica localizada na balança traseira e não no quadro principal. Essa construção, que elimina toda a chain reaction, é conhecida como floating drivetrain, ou literalmente, transmissão flutuante. Entretanto, quando o ciclista pedala em pé, em uma subida por exemplo, o amortecimento é anulado e a bike torna-se na realidade uma bicicleta de traseira rígida! Bikes que utilizam o sistema: Trek e Gary Fischer modelos Y, Klein Mantra, GT iDrive, Maverick, Ibis Sweet Spot.” Segundo este texto, o urt ao contrario do que você diz, reduz o BOb e anula o Chain Reaction. Por favor, explique isso! [comentário transferido do Blogspot – 10/12/2011]

  7. Da Lama ao Caos

    Oi Pelegrins! Primeiro, obrigado pela sua contribuição. Devo dizer que não sou especialista em mecânica, ou mesmo em bikes. Meus artigos no blog são apenas informativos, resultado de pesquisa e de observação. Como é muito difícil encontrar artigos científicos sobre bicicletas, às vezes postamos o que é possível encontrar, com o risco de falarmos algo errado. Assim, agradeço sempre as colaborações dos leitores. Mas, vamos lá: Os modelos que você citou, em sua maioria (Trek e GF Y, Ibis sweetspot, Klein Mantra) foram descontinuados há anos. A GT continua insistindo no sistema iDrive (na GT Sensor)- que, sim, usa um aperfeiçoamento do URT. A Cannondale lançou uma Full sem pivots. Pagar para ver? Não sei. Meu conhecimento em engenharia mecânica, como disse, é limitado. Me atenho aos argumentos da Trek, SPZ, Giant, Ibis, Merida, que partiram para outras tecnologias. Se o sistema URT era (é) uma coisa tão incrível que “quando o ciclista pedala em pé, em uma subida por exemplo, o amortecimento é anulado e a bike torna-se na realidade uma bicicleta de traseira rígida”, por que inventariam tecnologias dispendiosas como o Brain, Propedal ou DCLV (ou mesmo as travas de shock)? [comentário transferido do Blogspot – 10/12/2011]

  8. Da Lama ao Caos

    Continuando, o artigo de onde saiu essa informação sobre URT (da Radical Bikes) é um bom artigo, inclusive citado no meu post. Mas é um artigo antigo – o Brain, citado como últimas invenções, tem quase 4 anos. Então, temos de dar o desconto.Então, pesquisei mais um pouco e fiz um update no post, mantendo a mesma opinião sobre o URT, mas agora explicando de forma mais consistente. [comentário transferido do Blogspot – 10/12/2011]

  9. José M. Ferreira

    Ola Paulinho, Encontrei seu Blog que achei muito interessante. Gostava de lhe colocar uma questão, porque estou ha mais de um para me decidir entre uma HT ou FS… Tenho 41 anos; Gosto e sei andar bem de bicicleta; Adoro BTT; Tenho feito alguns percursos em trilhos de montanha, com um grupo de amigos em bikes emprestadas; Quero comprar a minha bike, e gastar até +/- $1300,00 Nao sei se compro HT ou FS. Ajude-me!!! [comentário transferido do Blogspot – 01/12/2011]

  10. Da Lama ao Caos

    Oi José Boa tarde, que legal que você gostou do blog. Veja só, para a sua idade – considerando que você não seja um atleta, no sentido de exercitar-se diariamente com vistas a melhora de desempenho – o ideal mesmo seria uma full. Isso porque as full suspensions poupam bastante o corpo do ciclista, e sabemos (tenho 48 anos) que nossa musculatura e sistema ósseo começam um processo irreversível de deterioração pós os 35 anos. Depois que recomecei a pedalar, em 2007, sempre pedalei de HT. Faço trilhas de média dificuldade, tipicamente entre 25 e 50 km. Participo também de competições de rally de regularidade. Nos 2 últimos anos, por intensificar minhas pedaladas, comecei a sentir fortes dores nas nádegas e coluna. A troca de selim não resolveu, mesmo tendo adquirido um super top, o Selle Italia Gel Flow. Minha bike era uma Giant XTC Team, modelo bem leve e com componentes top. Recentemente comprei uma full – Specialized Camber Comp – e meu rendimento melhorou muito. [comentário transferido do Blogspot – 01/12/2011]

  11. José M.Ferreira

    Boa noite Paulo, Mais uma vez tenho que demonstrar todo o meu agradecimento pela sua atenção e disponibilidade. Ler a sua opinião, foi como ver mais além. Com efeito, não há nada melhor do que falar com quem sabe do que fala, o que no seu caso se aplica na perfeição. Mais uma vez, muito obrigado pela sua ajuda. Gostava de lhe dizer, o que não fiz no meu anterior e-mail, que moro no Norte de Portugal, na cidade de Penafiel (provavelmente nunca ouviu falar :)), por isso referi que o meu orçamento era de “1300 euros” A m/ escolha será, em principio, uma FS – Canyon Nerve XC 6.0, porque gosto muito da “filosofia” da marca, faz muito o meu género. O que você acha deste modelo?? Despeço-me com um GRANDE MUITO OBRIGADO. [comentário transferido do Blogspot – 01/12/2011]

  12. Da Lama ao Caos

    Oi José Obrigado você pelos elogios, que não sei se mereço. Na verdade o blog é resultado de duas características distintas que tenho: gosto de pedalar, e gosto de pesquisar, também. Sou meio individualista, e como aqui em Natal não encontrei quem tirasse minhas dúvidas, resolvi ir procurar o conhecimento onde ele estivesse. E, logicamente, resolvi também passá-lo adiante – não há sentindo em guardar o conhecimento só para si. Fui muito auxiliado no fórum do http://www.pedal.com.br. Mas fórum tem um probleminha – todo mundo responde, alguns com pouco ou nenhum conhecimento de causa – apenas por “ouvir dizer”. Então, ainda que me seja uma ótima fonte de tira-dúvidas e informação, para o leigo a utilidade prática é pouca, pois, por vezes, em um tópico, vemos respostas respondidas erroneamente ou com absurdos. É preciso filtrar, e o usuário inexperiente nem sempre é capaz disso. Por isso criei o Da Lama ao Caos – para entregar a informação filtrada a quem precisa. Não conhecia a marca Canyon. [comentário transferido do Blogspot – 01/12/2011]

  13. JOSÉ M.FERREIRA

    Bom dia Paulinho, Você é mesmo “top”. Jamais encontrei alguém com tamanha disponibilidade para ajudar a esclarecer duvidas como você. Em pouco menos de um fósforo (como se diz por estes lados) você conseguiu ajudar-me a decidir por uma compra que já me andava a “atormentar” há meses. Acredite que falei com muita gente… Já fiz a encomenda da m/ Canyon, que deve chegar dentro de 10 dias. Fica prometido que enviarei post das m/ saídas. Fica bem e muito obrigado pela sua ajuda. Grande abraço, JMF. [comentário transferido do Blogspot – 01/12/2011]

  14. Alan di freitas MTB

    Nossa,ótimo artigo, esclareceu minhas dúvidas sobre as full! [Comentário transferido do Blogspot – Postado em 17/10/2011]

  15. Uma aula sobre o assunto,obrigado! [Comentário transferido do Blogspot – Postado em 17/10/2011]

  16. Show de bola, necessário compartilhar essas informações!!!!!

  17. Ótimo texto,gostaria de saber se essa bike é boa no quesito suspensão e para fazer trilhas ? ficarei grato pela resposta!!obrigado!!

    http://www.houston.com.br/bike/aventura/fr2

    • Oi Samuel! A Houston não é exatamente um primor de bike. Seus modelos são geralmente bem simples, vendidos em supermercados. No entanto, essa Bike, especificamente, mostra uma certa preocupação com a evolução, usando um sistema de balança traseira aparentemente similar ao DW-Link, fugindo do famigerado URT que em geral ocupa as fulls mais simples. O grupo Alivio também é um bom sinal, mas só podemos dizer algo vendo e testando a Bike, coisa que ainda não tivemos a oportunidade de fazer. O site, em informacões, é muito incompleto, isso é preocupante. Então, realmente, não podemos ajudar muito.

      • Muito obrigado pela resposta! Estou entrando nesse mundo de bikes para entender esses sistemas e tudo mais (tenho que ler muito). Tinha lido outros textos mais o seu foi o mais didático possível (sério, continue assim…). Mostrarei para os meus amigos!!

        O que eu queria, na verdade, era montar uma bike com esse tipo de quadro DW-Link (é o nome do quadro né?). Esse quadro é caro? Você acha que compensa comprar ele? Porque pelo que eu vi parece ser o melhor com relação a futuras dores nas costas …

        Pois bem, você poderia me ajudar a montar uma boa bike, não muito cara e nem básica. Mediana.
        Poderia colocar as peças, quadro, pra eu montar !!!

        Ficarei muito grato, muito mesmo!!! Porque tenho medo de ir em uma loja dessas e eles me jogarem peças…

        Muito obrigado e abração!!

        • Oi Samuel! Muito obrigado pelos elogios. A nossa intenção é realmente sermos bem didáticos, para ajudar tanto iniciantes como iniciados.
          Seguinte: DW-Link é um sistema de suspensão traseira para bikes. Não é um quadro, ou marca de quadro. É um bom tipo de link, de fato, aperfeiçoado por algumas marcas como a Giant, por exemplo, mas não é o único, nem pode ser definido como o melhor.
          Creio que você pretende comprar uma bike com suspensão na roda da frente e na traseira, conhecida como full suspension. Esse tipo de bike (ou esse tipo de quadro) realmente pode ajudar a minimizar dores nas costas, mas lembrando que o ajuste correto é ainda mais importante do que isso (leia aqui cuidadosamente: http://bit.ly/NG5Uib).
          Voltando aos quadros full suspensions, como digo no post, eles são necessariamente caros. Há muito mais tecnologia envolvida (para ele prestar) e com a pesquisa e desenvolvimento eles acabam custando bem mais. No Brasil é improvável você conseguir uma bike nova full suspension (que preste) por menos de R$6.000,00.
          Uma opção seria comprar usada, mas bikes usadas e principalmente full suspensions podem apresentar defeitos que o leigo não perceberia. Não sei se seria uma boa idéia para você.
          Pelo mesmo motivo, sendo você leigo, não recomendo se aventurar a montar uma bike. É um processo divertido e que vai resultar em bastante conhecimento para você, mas a pesquisa é árdua e certamente a bike vai acabar saindo mais cara.
          As dores nas costas não são um problema (ou não deveriam ser) comum no pedal. Lembrando, óbvio, que estou considerando uma pessoa saudável e que tenha iniciado no ciclismo gradualmente, com um fortalecimento da musculatura lombar associado, por musculação, por exemplo. E com uma bicicleta perfeitamente adequada ao ciclista.
          Você não disse sua idade, peso, condição física e se já pedala. Isso pode ajudar na orientação, por exemplo: uma boa HT (bicicleta sem suspensão traseira) pode servir muito bem para você. De qualquer forma, não inicie o ciclismo como esporte sem uma boa consulta médica com um cardiologista, principalmente (mas não exclusivamente) se for sedentário.
          Não sei se ajudei, mas qualquer coisa pergunta aí!
          Abração,
          Paulo

          • Poxa vida,ficou mais claro ainda!!tirou muitas dúvidas!!

            A minha idade é (25) anos …(1:81) de altura e peso (85/90) Kg

            Realmente o que você falou é importante, consulta médica com cardiologista,até já fiz isso, e meus exames tão beleza …
            Outra coisa, eu faço natação e academia(e isso tem um tempinho) e queria entrar nesse ritmo de bikes, como lazer apimentado a uma boa trilha ..quando eu vi um amigo meu fazendo fiquei super interessado ele disse:Samuel,você que se juntar a nós ?Sim como faço? é só comprar uma boa bike e começamos….. daí comecei a pesquisar e ler …

            eles tinham me sugerido essa bike..

            http://soulcycles.com.br/site/2010/bike_blackrain.html#topo_spec

            (Vi também nos seus post que você gosta muito da caloi (A Caloi Elite 2.7),
            qual você recomentaria?
            Eles falaram também pra eu comprar um quadro mosso pro e montar …

            Pelo que acabei de ler,não compensa então comprar uma bike full suspension.por conta do preço,que convenhamos é carinho viu,vou na alternativa como você comentou HT bicicleta sem suspensão traseira…eu queria comprar uma mediana pra não ter problemas(com peças quadros,eu sei que vai acontecer mais eu queria que durasse um bom tempo)

            Paulo, muito obrigado pelas respostas tem ajudado bastante você nem imagina..abração

  18. Hum, entendi, por isso quando eu vi achei esquisito… pensei logo: vou perguntar a opinião de quem sabe e entende! muito obrigado pela ajuda, fico grato mesmo…

    Vi essa aqui também só que já estou desacreditado…
    http://www.polario.com.br/produto/bicicleta-merida-mtb-hardtail-matts-tfs-100-d.html

    Então vou comprar a Soul SL100 mesmo, né?!!
    Valeu amigão, abraços!

    • Opa, Samuel. Essa Merida aí já está bem decente. Só é ver se o preço está bom.
      Não somos patrocinados pela Soul, Caloi, Trek, Specialized, Scott, nenhuma marca, viu?
      As sugestões são só baseadas no c x b que achamos!
      Grande abraço!

  19. Primeiramente parabens pelo site (dalamaaocaos), posts super interessantes e de leitura gostosa! E mais bacana ainda o nome (musica do meu idolo chico).
    Bem, sou iniciante nesse ramo e estou em busca de uma bike p trilhas e cidade, andei pesquisando muito custo/beneficio, marcas/componentes etc! gostaria de saber se tem alguma opniãao sobre bike Totem moodelo Manic (full suspension)!
    Desde já grato pela atenção e pelas informaçoes divulgadas! excelente trabalho!

  20. Esse frame GTS S3 tem mto bobing?
    Conhece ele? Acha que vale a pena para montar uma full de “entrada” ?

  21. Anderson Georgeto

    Olá galera….
    Estou pensando em adquirir uma Scott Spark 950, gostaria de saber a opinião de vcs a respeito de sua suspensão traseira.
    Obrigado

  22. Olá, estou querendo adquirir uma full suspension.
    Sempre gostei muito das Trek e acho que a suspensão traseira na vertical (como na Trek Fuel EX 8) é melhor que as suspensões traseiras na horizontal. Estou na dúvida entre 3 modelos, Trek Remedy 9, Trek Fuel EX 8 e a Scott Spark. O que vcs acham?

    • Oi Ruddy.
      A Scott Spark 660 vai de encontro à sua preferência do shock vertical. Em todo caso, se for para decidir pelos componentes, as Treks são bem melhores (e, creio, bem mais caras, também). Tanto na transmissão (Alivio + XT) como no garfo (RS XC 32) e no Shock (X-Fusion) elas ficam devendo muito em relação aos modelos Trek que você citou, com XT e amortecimento (garfo e shock) Fox.
      Entre a Remedy 9 e a Fuel EX8, a primeira tem um design mais voltado para o AM; já a Fuel EX 8 tem um design mais intermediário, entre o AM e o XC. A diferença de preço entre as duas, nos EUA, é de mais de 1.500 dólares, sendo a Remedy 9 bem mais cara. Com qualquer uma das duas você estará super bem servido. Trek é uma marca excelente, e nas bikes avançadas, para nós do blog, é top.
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  23. Muito boa e com reviews muito positivos. Abaixo de 9 mil é realmente um preço imperdível.

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