SRAM X7 e X9 – Atualizado

O câmbio para bicicletas foi utilizado no Tour de France pela primeira vez em 1937, se tornando popular em 1938, quando o sistema de troca de engrenagens por meio de cabos foi introduzido. O sistema foi sucessivamente aperfeiçoado pela Campagnolo e Suntour, até que chegamos ao design definitivo (paralelogramo) que temos hoje.

Ao lado da japonesa Shimano, a mais tradicional fabricante de componentes para bikes da atualidade, o mercado de componentes para mountain biking é disputado ferrenhamente pela SRAM, uma empresa que ainda conta com os produtos Rock Shox (suspensões), Avid (freios) e Truvativ (Canotes, mesas e guidons).

Equivalente a algo intermediário entre os grupos Deore e SLX da Shimano, a linha X7 da SRAM 2012 promete a manutenção das pedivelas triplas 44-33-22 (a SRAM investe pesado nas pedivelas duplas, e o grupo X7 também conta com elas), o que é uma esperança para muitos ciclistas (como eu) que preferem essa opção para um XC misturado com trechos de AM. A existência do cassete 11-36 também é uma opção, mas particularmente acho que a técnica necessária para pedalar com uma relação 22×36 não é para qualquer pessoa: é necessário um alto giro, e a baixa velocidade favorece o desequilíbrio. O X7 tem a opção para 9 e 10V.

Câmbio traseiro X7 10 speed

Pedivela X7 44-33-22

Trocador X7 10 speed

Cubo traseiro X7

Embora sem ter a perfeição dos grupos X9 e X0 (equivalentes, digamos, a XT e XTR), o X7 funciona muito bem, mostrando-se uma excelente alternativa em bikes intermediárias.

O X9 2012 mostra-se uma opção para quem quer partir para o setup de duas coroas, com pedivela 39/26. Embora as trocas de marchas sejam consideradas um pouco duras, o sistema surpreende durante as mudanças enquanto se pedala pesado – o que é bom, pois com duas coroas a tendência é se fazer mais trocas de catracas do que com um pedivela triplo.

Câmbio traseiro X9 10 speed

Pedivela X9 2×10

Trocador X9 10 speed

Cubo dianteiro X9

Com aparência similar ao X0, o X9 mostra-se uma boa opção para uma bike top, quando o orçamento disponível não é exatamente elevado.

A pergunta inevitável é: entre Shimano e Sram, qual o melhor? A resposta é: equipamentos de ponta tendem a ter precisão e durabilidade semelhante, com alterações conceituais. A solução é testar para ver qual a pessoa vai achar com funcionamento mais satisfatório.

Em tempo: eu uso Shimano, e adoro. Mas isso não quer dizer que ele seja melhor que o Sram.

Dicas:

  1. Trocadores traseiros (do lado direito) SRAM não são compatíveis com câmbios traseiros Shimano e vice-versa. Então, pelo menos em se tratando de câmbios traseiros, você terá que escolher uma linha e ficar nela.
  2. Por outro lado, trocadores para o câmbio dianteiro (do lado esquerdo) podem ser usado independentemente da marca do câmbio dianteiro (ou seja, dá para misturar Sram com Shimano). Mas acho que fica esquisito um trocador de uma marca e o outro de outra. Além do mais, eles são vendidos em pares. Obviamente (em princípio) trocadores dianteiros para 3 coroas não devem ser usados com 2 coroas e vice-versa.
  3. Ainda, câmbios traseiros para 10V não funcionam muito bem com cassetes de 9V e vice-versa, independente da marca.
  4. Correntes 8V, 9V ou 10V funcionam melhor se usadas com cassetes e pedivelas projetadas para as mesmas velocidades.
  5. Dentro da mesma marca, várias combinações são possíveis, como Sram X7 com X9 e X0, ou Shimano Deore com SLX, XT ou XTR.

Na minha opinião eu escolheria uma linha SRAM ou Shimano, 9V ou 10V e ia no grupo fechado. Para mim é o ideal (embora o bolso nem sempre comporte essas extravagâncias).

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Publicado em 22/08/2011, em Reviews e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Comentários desativados em SRAM X7 e X9 – Atualizado.

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