A ProShock e as 27,5″

Se você já pedala há algum tempo e é familiarizado com equipamentos, com certeza já conhece essa marca.

A ProShock nasceu do sonho de dois engenheiros. Em 1993, quando a empresa foi criada na cidade de São José dos Campos (SP), o mountain bike brasileiro ainda dava suas primeiras pedaladas. E sou testemunha disso: em 93 eu pedalava com uma Giant Sedona de CroMo, com câmbios Shimano Exage, 21V e garfo rígido.

A GIant Sedona dos primórdios do MTB. Não, essa não é a minha, que não pedalei na neve. Achei essa foto (a bike é idêntica à minha) em http://bit.ly/16kCAuT. Vão lá e confiram as especificações completas!

A Giant Sedona dos primórdios do MTB. Não, essa não é a minha, que não pedalei na neve. Achei essa foto (a bike é idêntica à minha) em http://bit.ly/16kCAuT. Vão lá e confiram as especificações completas!

Então, desde quando o MTB ainda tinha rodinhas, a dupla apostou nesse sonho e utilizou a larga experiência adquirida no desenvolvimento de sistemas aeronáuticos para criar suspensões para mountain bikes com tecnologia 100% brasileira. Assim, ao invés de desenvolver trem de pouso para aviões, passaram a desenvolver trem de pouso para bicicletas. E não é parecido? Bikes voam, também, e querem aterrissar com segurança.

Hoje, eles provaram que estavam certos em investir neste sonho. A ProShock ocupa um lugar de destaque no mercado ciclístico brasileiro, com suspensões, quadros (o tradicionalíssimo Teaser e o diferenciado Venta) e bikes que são sinônimo de alta qualidade. Os produtos Proshock são testados à exaustão, tanto em laboratórios próprios como em testes de campo, de forma a assegurar o alto desempenho com a máxima confiabilidade e segurança para o biker. E com desenvolvimento e tecnologia 100% nacionais, que enche de orgulho o pessoal da PS e a todos nós, brasileiros, também.

Essa semana recebemos um release da ProShock sobre o lançamento da Onix para quadros 27,5. Sou sincero: para o tipo de pedal que eu faço, não penso em migrar para as 29ers. Mas – apesar do meu post meio descrente com esse novo tamanho de aro, quando ele surgiu – estou com uma vontade danada de experimentar uma 27,5 (ou 650B, como também sao conhecidas). Não testei, mas algo me diz que eu vou ganhar em rolagem sem perder agilidade nos singles. Será? Quando testar farei um post sobre o que achei. Mas vamos ao release (ligeiramente editado):

No início do ano passado, o suíço Nino Schurter venceu a primeira etapa da Copa do Mundo de XC utilizando uma bike aro 27,5”. Desde então, o que era uma aposta de poucos fabricantes mostrou-se uma tendência em nível mundial. Antenada ao universo ciclístico, a ProShock colocou seu corpo de engenharia para funcionar e no final do ano passado apresentou o primeiro protótipo de uma suspensão 27,5”.

Agora, a ProShock lança a Onix 27,5, uma das poucas opções disponíveis para esse tamanho de aro no mercado brasileiro. Desenvolvida com as mesmas tecnologias utilizadas nas suspensões top de linha aros 26” e 29”, o modelo para essas bikes foram desenvolvidas tendo como piloto de testes ninguém menos do que o atleta olímpico Edivando de Souza Cruz, que em 2013 está competindo com uma bike aro 27,5”.

Edivando em ação durante a CIMTB, em São João Del Rei-MG. Foto: Álvaro Perazzoli

Edivando em ação durante a CIMTB, em São João Del Rei-MG.
Foto: Álvaro Perazzoli

Com a experiência de quem é um dos principais nomes do MTB brasileiro, Vando explica que um formato de bike não substitui outro, mas que, para o estilo de pilotagem dele, a 27,5” é hoje a melhor opção. “Ela é semelhante às bikes 26” na agilidade e na retomada de velocidade. Mas como a roda tem um diâmetro maior, o ciclista acaba sentindo a bicicleta um pouco mais leve, além de ser mais confortável durante a pedalada”, explicou.

No Brasil, é possível observar diversos ciclistas utilizando suspensões feitas para aro 26” em bicicletas aro 27,5”. Segundo Vando, este tipo de adaptação pode trazer diversos incômodos durante a pedalada. “No caso da suspensão ProShock Onix 27,5, por exemplo, eu participei do processo de desenvolvimento e posso dizer que ela foi feita especificamente para esse modelo de bicicleta. O conjunto quadro, suspensão e rodas deixa a bike na medida certa e equilibrada, permitindo uma pilotagem mais suave e com a bike totalmente na mão”, comentou o atleta. “Outro ponto importante é que se você usar uma suspensão 26 numa bicicleta 27,5 o desempenho ficará comprometido. A lama pode causar muito mais atrito, pois nesse caso os pneus ficam muito próximos do quadro e do arco da suspensão. Além da mudança na geometria da bicicleta, que vai sofrer uma alteração fazendo a bike funcionar de uma maneira diferente”, completou.

A suspensão ProShock Onix 27,5 pesa apenas 1600g, o que a deixa como uma das opções mais leves do mercado. Ela possui o exclusivo sistema hidráulico TFX e Dual Air, além de trava no guidão e regulagens de compressão e retorno. Ela está disponível nos modelos 80mm e 100mm nas cores branca e preta.

A Onix 27,5 vem nas cores branca e preta com trava remota (no guidon).

A Onix 27,5 vem nas cores branca e preta com trava remota (no guidon).

Edivando de Souza Cruz tem patrocínio de Astro/Vzan/Proshock/Memorial-Santos e apoios Maxxis-Calypso/X-Pedo/HE Treinamento Esportivo.


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Publicado em 16/05/2013, em 26, 27.5 e 29ers, Novidades na mídia e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Comentários desativados.

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